destaque / entretenimento / relacionamentos

Gosto quando George Clooney faz papel de bobo. Apesar de ficar bem como galã, acho que ele fica ainda melhor quando representa o cara mais ou menos comum, que vive dificuldades e alegrias como todos nós.

Por isso desde que soube que ele seria Matt King, marido, pai e chefe de família acuado em muitos dilemas humanos no filme The Descendants (Os descendentes, de 2011) eu queria ver.

Mas ficou pouco tempo no circuito comercial das salas de cinema brasileiras e eu me comprometi internamente que não veria mais nada pirata (nem com download irregular nem com DVD pirata) e as locadoras da região fecharam, então, esperei sair na TV a cabo.

No filme, que se passa no Havaí (outro motivo para eu querer ver, afinal, passei a infância vendo Hawaii 5.0 com meu pai e os filmes de Elvis Presley com minha irmã), Clooney interpreta um advogado, descendente de uma família importante do Havaí, que possui uma grande e cobiçada parte de terra ainda virgem, com 25.000 acres. O nome do filme vem desta propriedade, pois ele é muitos primos (todos lindamente amigos) são apenas uma das gerações que vive com conforto e tranquilidade financeira por serem descendentes de nobres dos dois lados: uma princesa havaiana e um nobre inglês.

IMG_0701.JPG

Seu personagem, Matt, é o depositário fiel dos direitos sobre a propriedade. Isso quer dizer que as decisões legais são dele. Os primos querem vender a propriedade para um resort, os moradores da região pressionam no sentido contrário e, para ajudar, ainda recai sobre ele o peso da decisão acerca do coma da esposa. Elizabeth passa o filme no hospital inerte, sofrendo as consequências de um acidente com um barco motorizado.

A ele cabem ainda os cuidados com a filha mais nova e a reaproximação com a filha mais velha, que ao longo da história se torna a fiel amiga e companheira do pai. Neste enredo que parece chato – mas não é monótono – a amizade e a necessidade de cooperação surgem como os grandes valores da vida, tanto nos amigos que Matt tenta avisar para a despedida da esposa, quanto nos laços familiares, inclusive dos sogros e das filhas. Um filme que faz pensar em muitos valores sem nos deixar no abandono da descrença numa perspectiva futura positiva.

P.S. Shailene Woodley vive a filha de Clooney neste filme e é a nossa conhecida da versão para o cinema de A culpa é das estrelas. Você já leu o review do filme e livro aqui no blog? Vai lá.

Você pode gostar também de ler:
Madame, da California Filmes, se tornou um filme especial: é o primeiro que estamos combinando
É de praxe ver listas pelas redes sociais de filmes e séries legais que estão
"Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo
Apaguei um update no meu perfil pessoal do Facebook nesta manhã. Era um link no
Neste ano perdi um relacionamento da vida toda e que só ao terminar me mostrou
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas