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motivos para ver já orphan black

Ano passado, li no twitter que a maior prova do Emmy ser uma premiação “furada” é que Tatiana Maslany não havia sido sequer nomeada para concorrer como melhor atriz. E talvez por isso eu nunca tinha ouvido falar na atriz canadense. Na época, eu guardei o nome da série “Orphan Black” e fiquei de assistir assim que conseguisse um espaço entre todas os seriados que assistia. É claro que não comecei. Não existe folga para maratonistas de Netflix, todo dia descobrimos algo que precisamos assistir e a lista só vai aumentando.

Decidi tomar vergonha na cara e comecei a assistir Orphan Black, série da BBC America, e emendando um episódio no outro terminei a primeira temporada inteira. Sim. Inteira. Era feriado, estava frio e, poxa, são “apenas” dez episódios, né? Coisa pouca para quem está acostumado a fazer maratonas.

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A série protagonizada por Tatiana Maslany está atualmente na terceira temporada e encontramos a primeira e segunda temporada disponíveis no Netflix. A atriz interpreta sete personagens (deu para entender o burburinho em cima, né?) e a começamos com a história de Sarah Manning, que presencia o suicídio de Beth Childs, que parece muito com ela. Apesar de serem iguais fisicamente, as duas são completamente diferentes e quando Sarah decide assumir temporariamente a identidade de Beth, não faz ideia do que a aguarda mais na frente. Ao assistir o trailer da primeira temporada, já fica claro que Sarah e Beth não são as únicas iguais. Então eu falar aqui que a série é sobre clones não é um spoiler e, na verdade, é limitar muito Orphan Black.

“Quantas de nós existem?”, a pergunta de Sarah acaba sendo a nossa também. E várias outras surgem: Quantas mulheres iguais estão soltas por aí? Por que elas são iguais? Quem é a original? Quem está por trás disso tudo? Nem todas as perguntas serão resolvidas nos primeiros episódios e ao terminar a primeira temporada, algumas terão sido solucionadas, mas muitas outras vão surgir. Falar sobre a atuação de Tatiana é redundante, ela manda tão bem que acabamos esquecendo que é a mesma atriz e, aos poucos, vamos nos identificando com as histórias de vida de cada clone, que aliás é uma palavra que elas evitam usar. O interessante é que, às vezes, esquecia que estava olhando a mesma atriz, porque a interação entre as personagens e a vida que ela dá para cada uma é demais!

Temos Alisson Hendrix, uma mãe de subúrbio nada convencional e um tanto paranóica – o que rende muitas risadas. Cosima Niehaus, a cientista nerd, que usa o que está aprendendo na faculdade para estudar a biologia dela e de suas “irmãs”. Helena, ucraniana que você começa odiando, depois passa a sentir compaixão, depois volta a odiar e por aí vai. Sarah Manning, já citada lá no comecinho, que tem uma história de vida super complicada, e que acaba unindo todos os núcleos. Vou falar apenas dessas, que aparecem logo nos primeiros episódios. Pelo o que li, nas temporadas seguintes teremos mais clones, ou seja, mais show da Tatiana Maslany.

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Apesar de nunca ter ganhado um Emmy, a série já ganhou diversos outros prêmios.

Não sei como fiquei todo esse tempo sem assistir Orphan Black e agora vou tentar correr atrás do “tempo perdido”, para me atualizar da vida de Sarah, Alisson, Cosima, Helena e todas as outras órfãs.

Nota da Editora: Descobri a série antes de Sara, mas ainda com delay, pois não teve mesmo a repercussão merecida, mas a Netflix sempre salva a gente, pois foi lá que descobri o trabalho de Tatiana e essa série não-óbvia que agrada quem gosta de ficção científica, suspense e policial – sim, acho que é quase tão versátil quanto a atriz! 

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Sara Martinez, 30 anos, jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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