#orebu no ar

Nada como uma semana na casa dos pais da gente para ficar em dia com a TV aberta. Interessante como a geração dos nossos pais e avós, mesmo quando tem TV a cabo (meus pais têm desde 1991, quando chegou a Curitiba), é ligada mesmo na programação dos tradicionais canais brasileiros.

Foi lá, em férias, que acompanhei as chamadas sobre O Rebu.

E, admito, estava muito curiosa por este remake.

O nome – rebu – é machista e antiquado, mas tenho expectativa positiva de que o formato enxuto (36 capítulos) e outras novidades façam a novelinha ser boa – e chega bem na pausa das séries, num horário excelente!

O “rebu”, que na novela pode significar “rebuliço”, “confusão”, era uma referência à expressão criada por Ibrahim Sued em sua famosa coluna social na época, para designar “festa”, um diminutivo para o palavrão “rebuceteio”, ou um aglomerado de mulheres bonitas. Aliás, veja um dos vídeos daquela época e entenda com era de um machismo à toda prova! E este novo viés – das duas mulheres como donas do negócio, personagens vividas por Patrícia Pillar e Cássia Kis Magro – nos mostra que alguns detalhes serão mesmo atualizados na versão O Rebu 2014.

(ufa, ainda bem, né?)

Uma das novidades é que as redes sociais entram como mais um personagem na história.

Os investigadores vão vasculhar tudo o que foi postado durante a festa. Dessa forma, o público poderá participar das investigações. As informações serão dadas em tempo real pela internet, principalmente através das redes sociais da minissérie.

Tratava-se de uma novela policial que entraria para a história da teledramaturgia brasileira ao situar a sua trama em apenas 24 horas, onde não perdurava apenas a indagação “quem matou?”, mas também “quem morreu?”.

A primeira cena da trama era semelhante ao filme Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), dirigido por Billy Wilder em 1950.

O formato é de novela, mas a narrativa do remake de O Rebu lembra os seriados americanos, com flashbacks dando ritmo ao roteiro e tramas foram se revelando rapidamente.

Apesar de não simpatizar muito com Sophie Charlotte ou Camila Morgado e achar parte do elenco composta de atores com pouca empatia e apelo popular, creio que o luxo, aliado ao drama, choro e algumas interpretações excelentes e surpreendentes, pode render o que a gente espera da TV: entretenimento.

Rebu no ar

Durante os capítulos, diversas apostas e quizzes vão testar o poder de observação dos telespectadores, num convite para responder às questões e solucionar o caso. Para acompanhar, siga o Rebu no Ar 😉

P.S. A  trilha sonora do remake está lenta, mas a original devia ser um primor da TV dos anos 70: assinada por Raul Seixas e Paulo Coelho! A trilha sonora virou cult, com músicas compostas especialmente pela dupla e não encontradas em outros álbuns do cantor. Uma das músicas compostas por Raul Seixas para a trilha sonora, Gospel, foi proibida pela Censura no Brasil, que não aprovou a letra da canção. Mesmo assim, a música entrou na novela, com os versos modificados.

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Quando escrevi sobre a novela Império pedi para o amigo Hilário (@metheoro) a trilha sonora e ele atendeu.
🙂
Aproveite e veja o post!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.