Orçamento doméstico: melhor cortar despesas ou tentar ganhar mais?

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Duas coisas me fizeram pensar muito em orçamento doméstico: meu dia com moedas e o papo de finanças no #mapfremulher. Imediatamente lembrei da nossa visita ao Amigos do Planeta há algumas semanas e que eu não tive tempo ainda de comentar aqui. Foi tão curioso estar lá participando da dinâmica de orçamento doméstico que o projeto oferece para a comunidade!

Fui na companhia de @bebendo, @cybelemeyer, @doduti – @smiletic e @cintiacosta tentaram ir, mas uma mega chuva as segurou no meio do caminho – e nos divertimos muito. Mas curioso mesmo foi participar com meu marido, porque o Gui tem aquela visão “simplista” de homem sobre as decisões que para nós, mulheres, são tão cheias de detalhes. Fizemos uma atividade que consistia em planejar os gastos para realização de uma festa de aniversário infantil com um orçamento de mil reais e, enquanto as meninas (as que não tem filhos) se perdiam e as mães (como @doduti) calculavam detalhes da ida à rua 25 de março, ele escreveu 3 linhas com o valor gasto para pagar a festinha no Habib’s!

A verdade é que fizemos algumas festinhas lá porque eu sou super prática também. E há muitos anos sou a responsável pelo orçamento doméstico, usando planilhas de excell para reunir os gastos, planejar o consumo e descobrir onde dá para apertar e onde a gente deixa o hedonismo imperar – ainda bem que ainda deixamos, né, sem um espaço para o lazer não tem família que sobreviva!

E anotar os gastos é uma das coisas que eu aprendi a fazer cedo, quando ainda anotava nas minhas agendas de adolescente os detalhes do meu cotidiano. Mania, pois desde que fui alfabetizada eu dava palpites nas listas de compras da minha mãe e ajudava-a a ir ao mercado para fazer o que no interior chamamos de rancho (as compras do mês!). No Japão eu me habituei a separar o necessário para passar o mês e imediatamente aplicar o que seria a sobra – aqui no Brasil nem sempre sobra, admito –  porque dava tanto trabalho ir no banco pegar a grana que me segurava nas compras. Assim é que acostumei a protelar gastos maiores para a próxima entrada (o mês seguinte, quando entrar o outro salário, etc) e consegui controlar o impulso de comprar. Penso e muito antes de fazer gastos e isso tem sido bom para mim, me sinto no controle.

Mas na dinâmica do Amigos do Planeta eu percebi como sou tacanha com esta visão.

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Sabem por quê? Na segunda atividade, que nos trazia uma hipotética situação emergencial de falta de grana no final do mês, eu logo pensei em cortar gastos. Na teoria, até a escola particular das crianças eu admiti cortar. Mas a instrutora do projeto contou que as mulheres que normalmente frequentam o curso sugerem outra coisa: ganhar mais dinheiro. Como? Bom, elas falam em “pegar uma costura”, “fazer salgados para fora” e coisas assim, com a mentalidade mais empreendedora e positiva que eu já ouvi falar. Preciso contar para vocês leitores que eu me encantei tremendamente?

Por conta disso, estou programando uma nova ida o Amigos do Planeta para participar da palestra e dinâmica de empreendedorismo em Santo André, no ABC paulista. Alguns amigos estão me ajudando a reunir um grupo de blogueiros – espero que desta vez com maior participação masculina – que tenham esta “pegada”. E eu já agradeço de antemão a disponibilidade e generosidade de @guicury, @ericahans, @juliomoraes @prialves. Espero contar também com @tonobohn e @veriserpa que moram lá e são exemplos como probloggers empreeendedores!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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