Mulher Maravilha embaixadora da ONU

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Nesta sexta-feira (21), a icônica personagem dos quadrinhos da DC Mulher-Maravilha completa 75 anos, e para comemorar a data, ela receberá uma honraria do mundo real! As Organização das Nações Unidas (ONU) concedeu o título honorário para a heroína famosa, a princesa Diana Também conhecido como de Thermyscira, marcando o lançamento de uma campanha de mídia de um ano para promover a emancipação das mulheres e igualdade de género.

Mas esta decisão está sendo muito questionada por membros da ONU e milhares de ativistas a favor dos Direitos das

A atriz Lynda Carter durante a gravação do seriado A Mulher-Maravilha
A atriz Lynda Carter durante a gravação do seriado A Mulher-Maravilha

mulheres no mundo, muitos não consideram uma escolha adequada, afinal trata-se de uma personagem fictícia, hipersexualizada, e com proporções físicas irreais.

Uma petição online foi realizada com mais de 600 assinaturas por membros da ONU solicitando ao secretário-geral Ban Ki-Moon que reconsiderasse a escolha, pois era “decepcionante” acreditar que a ONU “não foi capaz de encontrar a mulher real que seria um modelo para defender os direitos de todas as mulheres sobre a questão da igualdade entre os sexos e a luta pela emancipação”.

A escolha da personagem faz parte de uma campanha das Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU: 17 Objetivos para Transformar Nosso Mundo, lançada em setembro de 2015 pela ONU para conseguir um planeta próspero e protegido. A personagem aparecerá em uma campanha de mídias sociais e outras iniciativas.

A Mulher Maravilha é autossuficiente, forte e luta por igualdade e justiça. Ela não deriva de um personagem masculino como a Supergirl ou a Batgirl, e ela não se disfarça como a Mulher-Gato. No novo filme da “Mulher-Maravilha”, com lançamento previsto para o próximo verão (do hemisfério norte), ela diz a seu co-protagonista masculino: “O que eu faço não cabe a você decidir.”

Mulheres Reais

A nomeação da Mulher maravilha é muito controversa, já que trata-se de um problema real e existem várias mulheres reais que poderiam encabeçar essa campanha como Graça Machel de Moçambique, Alaa Murabit da Líbia, Leymah Gbowee da Libéria ou a Rainha Matilde da Bélgica, que lutam de igualdade dos gêneros, ou atrizes que atraem muita mídia como Emma Watson  que é embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, ou Charlize Theron que é Mensageira da Paz da ONU.

Certamente a escolha foi baseada para atngir o público mais jovem, mas mesmo assim será que foi uma escolha acertada, deixando mulheres reais e notáveis de escanteio? Veremos de acordo com o desenrolar da campanha!

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.