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Ontem, no cinema em casa com filhos adolescentes, assistimos What Happened to Monday (Onde Está Segunda?), uma distopia com várias referências a filmes recentes de sci-fi e suspense, com roteiro de Max Botkin e Kerry Williamson, dirigido por Tommy Wirkola e estrelando Noomi Rapace, Glenn Close, e Willem Dafoe.
O roteiro não inova e tem alguns “furos” na história, mas os atores seguram a gente o suficiente.
Minha conclusão: a sueca Noomi Rapace, conhecida por interpretar Elizabeth Shaw em Prometheus e Lisbeth Salander na versão sueca da série “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres“, além de Madame Simza Heronin em “Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras“, levaria qualquer filme sozinha. 
(Ok, ela também estava em Bright, mas fazer o quê, né?)

E o filme, bom, agrada quem gosta do estilo (eu gosto, admito) e é um prato cheio para quem maratonou séries como Orphan Black. 😉
 Ficou curioso? Veja a sinopse e o trailer do filme:
Em 2073, a superpopulação causa uma crise mundial, resultando em uma rigorosa política de filho único imposta pela Agência de Alocação de Criança (AAC). Quando uma família tem mais de um filho, os demais, exceto o mais velho, são forçadamente colocados em crio-sono pela Agência, com a promessa de serem acordados quando a crise mundial estiver controlada. Karen Settman morre quando dá a luz à sete meninas gêmeas. O avô delas as nomeia de acordo com os dias da semana e as ensina a agir como um único indivíduo, onde cada uma delas iria sair de casa um dia na semana, mas sempre representando o papel de filha única, batizada com o nome da mãe delas, Karen Settman.
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Para proteger seu segredo, o avô as cria dentro de um sistema em que as irmãs compartilham informações diariamente, no qual chega ao extremo de replicar qualquer acidente que afete a aparência física delas, garantindo a identidade.
Aí é que mora o furo e onde começa a história: nem todas estão felizes com este modelo de “sobrevivência” e desde as primeiras cenas ficamos pensando: qual delas vai “espanar” antes e sucumbir à pressão interna de viver como indivíduo?
E mais: quanto tempo uma pessoa aguenta viver sem deixar sua personalidade e desejos pessoais sobressairem-se ao todo?  A idade das irmãs, 30 anos, parece ser um limite para todos nós e aqui o filme faz pensar um pouco.

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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