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Liberdade individual, respeito ao próximo, porque devemos respeitar o próximo, o que e a regulamentação do governo, atitudes dos governos, o que o governo pode mudar, o que pode ser feito pelo governo, o que o governo pode proibir, liberdade de escolha, intervenção política, intervenção da política, como o governo pode fazer a vida mais saudável, autonomia na sociedade, filosofia do paternalismo, vida dos cidadãos, escolha dos cidadãos, normas de segurança, como o governo cuida da nossa segurança, saúde no país, problemas da sociedade, direito individual, liberdade de expressão, leis criadas pelo governo, leis do governo, porque devemos seguir as leis,

Imaginem em pleno século XXI alguém defender uma atitude impositiva dos governos, intervindo e com isso reprimindo as escolhas da vida do cidadão, tudo para torná-lo mais saudável e longevo. Parece ficção científica, mas não é. Uma filósofa norte-americana realmente tem uma tese acerca disso e, ao ler a entrevista que replico abaixo, fiquei indecisa entre concordar ou rechaçar… Gosto disso, as caraminholas na cabeça fazem a gente rever ideias ou reforçar posturas, não é mesmo?

A ideia é impedir que o cidadão continue se ferindo – leia-se a fumar, comer gorduras e açúcar em excesso e endividar-se – e para isso Sarah Conly (doutora em Filosofia pela Universidade Cornell, especialista em ética, moral e psicologia das massas) sugere que o governo elimine algumas liberdades de escolha. Segundo ela, isso faria com que o cidadão se concentrasse nas opções que podem fazê-lo saudável e feliz. A tese é bem embasada, tanto que Conly, professora na Universidade de Bowdoin, escreveu um livro sobre o tema, “Against Autonomy: Justifying Coercive Paternalism” (Contra a autonomia: Justificando o paternalismo coercivo, Cambridge University Press, 2012, ainda sem versão em português).

Segundo a matéria que li, a filosofia do paternalismo libertário sugere que o governo deveria ressaltar para o cidadão qual é a opção mais benéfica, mas sem eliminar as demais. Parece loucura mas já vivemos um pouco disso no Brasil, onde a Anvisa tem tomado decisões que alteram nossas escolhas. Se aqui está proibida a presença de aditivos como menta e chocolate em cigarros, em Nova York a venda de refrigerantes em copos de tamanho grande (acima de 470 ml) foi alvo de decisões e reviravoltas judiciais.

Mas quem deve decidir: o consumidor ou o governo?

 

Liberdade individual, respeito ao próximo, porque devemos respeitar o próximo, o que e a regulamentação do governo, atitudes dos governos, o que o governo pode mudar, o que pode ser feito pelo governo, o que o governo pode proibir, liberdade de escolha, intervenção política, intervenção da política, como o governo pode fazer a vida mais saudável, autonomia na sociedade, filosofia do paternalismo, vida dos cidadãos, escolha dos cidadãos, normas de segurança, como o governo cuida da nossa segurança, saúde no país, problemas da sociedade, direito individual, liberdade de expressão, leis criadas pelo governo, leis do governo, porque devemos seguir as leis,

Sarah Conly defende que, em algumas situações, o governo tem de tomar decisões no lugar do cidadão, em vez de deixar abertas as opções.

“O governo dispõe do tempo e dos recursos necessários para descobrir o que não devemos fazer. Por exemplo, na maioria dos países desenvolvidos, o governo decide quais tipos de medicamentos podem ser comercializados, em vez de deixar qualquer um vender o que quer. Esse também é o caso dos governos que estabelecem normas de segurança para carros, em vez de deixar para nós a decisão sobre quão eficientes devem ser os freios. Isso nos priva de um certo tipo de liberdade de escolha, mas não nos importamos com isso, porque o exercício dessa liberdade tomaria muito tempo e levaria a muitas escolhas erradas. Mesmo nos casos em que podemos conhecer os fatos, muitas vezes cedemos à tentação de fazer o que é ruim para nós mesmos. Sabemos que não é saudável comer muita comida gordurosa e de preparo rápido, mas nos EUA as pessoas ainda comem muito esse tipo de refeição, e há uma epidemia de obesidade. Nos últimos anos, os economistas comportamentais e psicólogos sociais têm aprendido muito sobre os tipos de erros que rotineiramente fazemos ao escolher. Quero usar essa informação para nos ajudar a escolher melhor. Quero estender esse tipo de política que nós já temos, na medicina e na segurança dos automóveis, para outras áreas, especialmente na saúde pública.”

A grande questão, para mim, é pensar se o paternalismo não poderia criar uma sociedade mimada, incapaz de aprender com erros… Na entrevista há inclusive menções a grandes pensadores, como John Stuart Mill, H.L. Mencken e John Locke, que construíram a tradição libertária e consagraram o direito individual.

A professora justifica suas ideias:

“Acho que realmente temos muita dificuldade em aprender com os erros. Se fôssemos bons em aprender com os erros, não fumaríamos, nem compraríamos o que não podemos pagar, nem comeríamos demais. Sabemos que essas são más decisões mas, muitas vezes, elas não são racionais. Novas normas poderiam nos ajudar a evitar os caminhos que gostaríamos de evitar, se estivéssemos pensando mais claramente.
(…)
[Credito esta defesa à] mesma pessoa que deu o argumento mais famoso contra os regulamentos paternalistas, John Stuart Mill. Ele disse que todos temos a obrigação de ajudar uns aos outros e trabalhar para a felicidade uns dos outros. A diferença é que Mill pensava que as leis paternalistas seriam desnecessárias para fazer as pessoas felizes. Ele não sabia o que nós sabemos hoje sobre a maneira como tomamos decisões. Agora, sabemos que muitas vezes as pessoas fazem escolhas que não dão a elas o que elas querem, a felicidade. Acho que, se Mill estivesse vivo hoje e soubesse o que sabemos sobre a psicologia das decisões, ele mudaria de idéia e abraçaria os regulamentos paternalistas.”

 

E você, o que acha? Onde acaba a liberdade individual e começa a regulamentação dos governos?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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