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Assisti com os três filhos ao filme Okja.

Eu sabia que alguns amigos veganos dos meus filhos adolescentes estavam recomendando e arrisquei, deixando a pequena #aos4 ver junto.

Curiosamente, foi ela quem fez a melhor comparação do filme, que sintetizou uma das mensagens do longa.

A menina que passa o filme tentando salvar a superporca da empresa que desenvolveu sua espécie como um novo alimento a protege não por amor aos animais no sentido genérico.

Ela ama Okja.


Minha filha me fez lembrar dos motivos que fizeram o monstro Sullivan esconder e salvar a pequena Boo em Monstros S.A.: ele se apegou àquela menina em especial e deixou de ver nela unicamente o “ser tóxico” que alimenta a cidade com seus gritos.

Até então, Sully, o melhor assustador da companhia, via as crianças como objetos do seu trabalho. O que elas sentiam, suas vidas antes e depois dos sustos noturnos não tinham significado.

Mas, em uma noite, com a pequena que o chama de Gatinho, tudo muda.

E essa mudança interior e pessoal gera um tsunami de consequências incríveis. O mundo muda. A forma de viver, conviver e sobreviver muda. Nada será como antes.

Queremos ser assim. Voltar a olhar casa porquinho como um ser amigo. Queremos ter a inocência de Mija, a jovem fazendeira coreana  que cuida de Okja desde que ambas eram crianças.

[SPOILER]


Ela não comove Lucy Mirando, a poderosa CEO da que vê no novo animal uma fonte de lucro e a figura de um marketing enganoso. Mas parece mudar Jay, o líder de um grupo ativista de direitos dos animais vivido por Paul Dano. E aí temos alguma esperança.


[/SPOILER]

Esse olhar (humano?) é o que nos permite repensar as necessidades, as escolhas, o estilo de vida. 

Mas sem uma conexão pessoal, tudo é discurso vazio ou insanidade (como a do ativista que no filme não quer comer nem tomates).

Muitos viram o discurso pró-animais como ponto principal do filme sul-coreano-americano dirigido por Bong Joon-ho e co-escrito por Bong e Jon Ronson.

 

 

 

Eu vi em Okja uma oportunidade de avaliarmos o quando os encontros que transformam podem mudar o mundo. E de quebra nos ajuda a lembrar que todo tempo é apropriado para repensarmos nosso consumo e fazermos escolhas conscientes.

 

O filme, disponível na Netflix, é estrelado por Tilda Swinton, Paul Dano, Ahn Seo-hyun, e um quase irreconhecível Jake Gyllenhaal.

(Quem em sã consciência coloca ele no elenco pra deixá-lo feio?


O ritmo é bom, roteiro e edição de qualidade, só é uma pena ver alguns nomes legais como Lily Collins e Devon Bostick sendo menos que coadjuvantes. Mas faz parte!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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