O Dia Mundial da Alfabetização e um Ideb frustrante…

Oito de Setembro é o Dia Mundial da Alfabetização. Um dia depois da celebração da Independência do Brasil, o que me lembra das metas que o movimento Todos Pela Educação tinha para atingirmos como Nação em 2022, no Bicentenário da Independência.

Para alcançar a Educação que o Brasil precisa, foram definidas 5 Metas específicas, simples, compreensíveis e focadas em resultados mensuráveis, que devem ser alcançadas até 7 de setembro de 2022:

Meta 1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola.

Meta 2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos.

Meta 3. Todo aluno com aprendizado adequado à sua série.

Meta 4. Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos.

Meta 5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido.

Ainda sonho com elas, mas, quando vejo notícias como os dados do novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que mostra que a rede de escolas públicas do Brasil têm cada vez mais dificuldade de atingir as metas de qualidade educacional determinadas pelo governo, me desanimo!

Você sabia que embora 56% das cidades tenham melhorado a nota do Ideb em relação à edição anterior, 60,4% dos municípios ficaram abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Educação para cada um deles?

estudando com intenet
A gente está vendo no Brasil, na prática, que simplesmente colocar o aluno na escola não garante aprendizagem”, afirmou Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann

Segundo levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3.244 dos 5.369 municípios com Ideb e meta calculados para 2013 ficaram aquém do esperado. Esse montante é 22,9% mais alto do que na edição de 2011, quando a rede pública de 37,5% dos municípios ficou abaixo da meta. Em relação a 2009, exatamente o ano em que me engajei no Todos Pela Educação, a quantidade de municípios abaixo da meta aumentou 36,6%. Os números equivalem à média das escolas municipais, estaduais e federais localizadas em cada municípios. A base total para o cálculo varia de ano a ano porque nem todos os municípios têm o Ideb calculado em todas as edições. O fato de que quase dois terços dos municípios não terem atingido a meta em 2013 não quer dizer que o Ideb deles piorou: na verdade, em 56% dos municípios o Ideb 2013 foi mais alto que o de 2011. Em 10% dos casos, o índice permaneceu igual e, em 34%, ele caiu.

O levantamento mostra, porém, que as redes não estão evoluindo no ritmo esperado para que o Brasil atinja, em 2021, a meta de qualidade na educação definida pelo governo federal a partir de 2007, no segundo ano do cálculo do Ideb.

O Ideb leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil. A expectativa para os últimos anos do ensino fundamental na rede pública, referentes ao 6º, 7º, 8º e 9º anos, é de que o índice chegue a 5,2 pontos no ano de 2021. Em 2013, o Ideb alcançado pela rede pública neste ciclo de ensino foi 4,0, abaixo da meta projetada para o ano de 4,1.

Estes dados são da rede pública, que inclui as escolas municipais, estaduais e federais, mas os problemas desta “falta com a educação” todos nós vamos colher num futuro próximo.

Que tal assumirmos todos juntos um compromisso com a educação de qualidade e continuada, para todos?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.