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Um sonho que acredito que todos tempos: evitar a corrupção nas prefeituras brasileiras e garantir que os moradores receberão o retorno de parte de seus impostos.

Três mil cidadãos estão trabalhando para concretizar isso, criando uma nova cultura anticorrupção no Brasil. Desde 2008, um crescente grupo de voluntários (estudantes, aposentados, empresários e profissionais de diversos setores) se dispõe a monitorar o dinheiro reservado para compras públicas, oriundos de nossos tributos e impostos. A iniciativa é da rede Observatório Social do Brasil (OSB), que hoje representa 15% da população brasileira (30 milhões de brasileiros) e que quer chegar aos 5.570 municípios do País.

Gostou e quer ajudar?

Bastam 3 pessoas para formar um grupo e o bem para os municípios é enorme.

E quem não tem tempo, pode ajudar com dinheiro, participando do crowdfunding.

Do dia 29 de junho a 29 agosto deste ano, qualquer pessoa ou empresa pode participar da campanha de financiamento coletivo osbrasil.org.br/participe que pretende arrecadar R$ 100 mil para que cidadãos voluntários trabalhem pela coletividade.

A ideia deles parte do que já fizeram:
  • Entre 2013 e 2016, os observadores sociais impediram o desperdício de mais de R$ 1,5 bilhão dos cofres de 50 cidades.
  • A previsão é de que, até 2017, a economia atinja mais de R$ 2 bilhões, com o nascimento de mais de 90 novos observatórios.

Enquanto parte dos voluntários dos observatórios acompanham inúmeras licitações e pregões (eletrônicos e presenciais) de compras de órgãos públicos municipais, em 19 Estados, outro grupo se mobiliza para receber – juntamente com funcionários públicos – os produtos e serviços comprados pela prefeitura. É a garantia de que os moradores receberão o retorno de seus impostos.

Isso poderia ser feito simplesmente por aposentados, sem custo? Talvez. Mas reunir toda sociedade, de forma plural, é muito mais interessante.

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Quem financia os observatórios?

Constituídas como associações e congregadas em rede, as unidades do Observatório Social do Brasil não recebem dinheiro de órgãos públicos! São financiadas pelos próprios colaboradores voluntários e por organizações empresariais e profissionais.

A organização também presta consultorias e colabora para gerar estatísticas públicas sobre eficiência, transparência e controle de gastos públicos, além de cursos presenciais e à distância (EAD) sobre educação fiscal e cidadania colaboram para a disseminação da metodologia de monitoramento do dinheiro público, que tem atraído a atenção de governos locais até na Colômbia, México, Guatemala e em outros países das Américas.

Para saber mais sobre o Observatório Social do Brasil, acesse o site osbrasil.org.br ou a fanpage facebook.com/OSdoBrasil.


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