Você imagina sua vida sem videos on demand?

Netflix, GloboPlay, Net Now, HBO Go… o serviço de vídeos on demand passou a ocupar espaço importante na mídia atual, tudo por conta da lógica de “consumo flexível” em que se insere.

Vivemos um processo de transição da ficção como produto de uma grade televisiva, em que você tem dia e horário para assistir, para esse novo modelo, em que você assiste quando, onde e como quiser. Nesta linha, a intenção do evento é justamente mostrar pesquisas sobre o assunto em diversos países, gerando trocas de experiências e análises sobre esse processo. É um movimento de expansão para essa plataforma, que ocorre simultaneamente em diversos países e em diferentes graus de desenvolvimento. É uma variedade de condições de produção e de recepção, mas todos vão caminhando para essa mudança de paradigma que observamos em todas as áreas.

No Brasil, a Netflix é um dos nomes mais populares em relação a produções nacionais. Séries como 3% e O Mecanismo foram produzidas pelo serviço de streaming e geraram grande repercussão no País e internacionalmente. Tem mais? Sim, mas a Netflix ainda é o sistema mais popular. Vemos outras empresas caminhando neste sentido. Por exemplo, em 2017, o Grupo Globo disponibilizou sua série Carcereiros, baseada no livro de Dráuzio Varella, em sua plataforma on demand na internet, antes de a atração estrear em rede nacional – o que só ocorreu neste ano.

Evento anual que reúne pesquisadores de 12 países para discutir as perspectivas e tendências da ficção televisiva, o 13º Seminário Internacional do Observatório Ibero-Americano de Ficção Televisiva (Obitel) acontece nesta semana na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

Sim, nós temos cientistas e pesquisadores sobre a paixão nacional!

O Centro de Estudos de Telenovela (CETVN) da ECA é o responsável por representar o Brasil no seminário foi criado em 2005 inicialmente para observar a ficção televisiva aberta em 12 países ibero-americanos, mas que hoje já se expandiu, incorporando também canais a cabo e produções para internet.

Temos desenvolvido essas pesquisas iniciais no Brasil e estamos vendo um grande crescimento do vídeo on demand, principalmente em termos de produção, pois essa nova plataforma começa a afetar tanto o público quanto as próprias produtoras.É um novo modo e isso influencia as principais produtoras de TV aberta também, que começam a se abrir. O público passou a buscar outros modos de assistir à ficção televisiva, como o celular e o computador.

O evento tradicionalmente marca o lançamento do Anuário Obitel, um relatório sobre tudo o que aconteceu na área durante o ano anterior nos países do grupo. Em sua décima segunda edição, o livro é dividido em duas partes, abordando desde as ficções televisivas como um todo até o tema principal do seminário. A primeira parte tem um comparativo entre os 12 países, a segunda conta com 12 capítulos, um sobre cada país, explicando o monitoramento que foi feito ali em 2017. O Anuário Obitel será disponibilizado no site do observatório.

Serviço:

  • 13º Seminário Internacional do Observatório Ibero-Americano de Ficção Televisiva (Obitel)
  • quando: dias 16 e 17 de agosto, a partir das 9 horas, em ambos os dias, até as 17h45
  • onde: Auditório Paulo Emílio da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Prédio Central, na Cidade Universitária, em São Paulo)
  • inscrições: neste link
  • a programação completa do evento está disponível aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.