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Hoje é é Dia Mundial de Prevenção da Obesidade.

A data de conscientização e prevenção foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1997. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) promovem ações para alertar à população, incentivar o debate e esclarecer questões importantes sobre o assunto.

Num artigo, a médica endocrinologista Salma Ali El Chab Parolin fala sobre o assunto respondendo a uma pergunta pertinente:

Obesidade saudável existe?

stevepb / Pixabay

A obesidade é conhecida como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que representa um risco para a saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). E quais seriam esses perigos?  Seriam as doenças cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, hipertensão Arterial, diabetes do tipo 2, doenças hepáticas e vários tipos de câncer. Temos aproximadamente 80 mil óbitos ao ano devido à obesidade e suas complicações. Dados recentes mostram que mais de 50% da população de Curitiba tem excesso de peso.

Ela é considerada uma doença inflamatória crônica, produz citocinas, que são proteínas que regulam o crescimento e atividade de células imunes responsáveis pela inflamação. Este estado eleva o risco de desenvolvimento de doenças debilitantes, como as citadas anteriormente.

Um estudo dinamarquês recente demonstrou que, mesmo indivíduos obesos e saudáveis metabolicamente (com HDL, triglicerídeos, glicemia e pressão normais) apresentam maior propensão ao desenvolvimento dessas patologias quando comparados com a população de peso normal e saudável. Isso seria consequência dessa reação inflamatória crônica provocada pela obesidade, que leva a um envelhecimento precoce das células.

Com o envelhecimento há uma diminuição da função física de todos os indivíduos. Porém, a população obesa e saudável mostrou uma piora da mesma e também apresentou mais dor corporal em comparação aos adultos com peso normal. A importância dessa constatação é que o exercício físico controla, de forma direta, os processos inflamatórios e a diminuição da realização dos mesmos elevaria o risco de doenças mais graves.

A conclusão a que se chega é que a obesidade, por si só, independente dos exames bioquímicos apresentados pelo indivíduo, é uma ameaça para o desenvolvimento de doenças que geram uma diminuição de qualidade de vida e aumento da mortalidade da população mundial. Portanto não existe obeso saudável. Essa condição pode mudar a qualquer momento, assim o excesso de peso corporal tem de ser evitado e tratado sempre.

Salma Ali El Chab Parolin é membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-PR) e professora da Escola de Medicina da PUC-PR.

E vale pensar nisso também:

A obsessão por comer apenas alimentos saudáveis tem um nome: ortorexia.

Quer saber como esse transtorno se instala e por que a comida é muito mais que um punhado de nutrientes?

A mania de comer só o que faz bem à saúde e demonizar certos ingredientes é conhecida por parte da comunidade médica como ortorexia nervosa. A desordem ainda não faz parte do DSM, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a Bíblia da Psiquiatria, o que significa que ainda não há protocolos para diagnosticar e tratar a ortorexia. Mas especialistas acreditam estar diante de uma nova faceta de um transtorno alimentar que começou com a cultura da geração saúde.

O termo foi cunhado pelo médico norte-americano Steven Bratman em 1996 e vem das palavras gregas orthos, que significa certo, e orexis, apetite. Na época, Bratman não tinha intenção de nomear um novo distúrbio, mas preocupava-se com o comportamento peculiar de um grupo de pacientes que chegavam ao seu consultório de medicina alternativa perguntando o que podiam cortar da dieta.

Veja alguns casos e pesquisas no site da @revistagalileu.

A obsessão por comer apenas alimentos saudáveis tem um nome: #ortorexia. Quer saber como esse transtorno se instala e por que a comida é muito mais que um punhado de nutrientes? A mania de comer só o que faz bem à saúde e demonizar certos ingredientes é conhecida por parte da comunidade médica como ortorexia nervosa. A desordem ainda não faz parte do DSM, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a Bíblia da Psiquiatria, o que significa que ainda não há protocolos para diagnosticar e tratar a ortorexia. Mas especialistas acreditam estar diante de uma nova faceta de um transtorno alimentar que começou com a cultura da geração saúde. O termo foi cunhado pelo médico norte-americano Steven Bratman em 1996 e vem das palavras gregas orthos, que significa certo, e orexis, apetite. Na época, Bratman não tinha intenção de nomear um novo distúrbio, mas preocupava-se com o comportamento peculiar de um grupo de pacientes que chegavam ao seu consultório de medicina alternativa perguntando o que podiam cortar da dieta. Veja alguns casos e pesquisas no site da @revistagalileu http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/09/ortorexia-estamos-ficando-doentes-de-tanto-comer-bem.html #alimentacaosaudavel #nutricao #bulimia #anorexia #dieta #fitness #agentenaoquersocomida #avidaquer @avidaquer por @samegui avidaquer.com.br

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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