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Sabem que um dos meus presentes favoritos, no mundo todo, é livro. Num dia dos namorados Gui me deu livros – e que ele não me ouça, né? – foi um dos melhores presentes. Claro, adoro ganhar perfumes, jóias e outras coisas femininas (e Gui é um maridão no que diz respeito a presentes), mas nada supera os livros para mim.

Ontem ganhei alguns livrinhos novos e fiquei feliz como criança que ganha doce vendo-os espalhadinhos na mesa de estar, à minha espera, quando cheguei do trabalho.

Livros que ganhei nesta semana por você.

Comecei pela Maria Mariana e suas polêmicas Confissões de Mãe (e hoje de manhã li e curti o CD de Grandes Pequeninos, do Jairizinho e Tânia Kahlil com Giorgio), sobre o qual devo escrever aqui breve. Estou ansiosa por uma calma para ler Cinefilô, que promete tratar das mais belas questões da filosofia no cinema. Ollivier Pourriol, que estará na Flip num debate ao qual comparecerei, teve uma idéia realmente inustiada e legal: ensinar filosofia através de enredos de filmes cultuados no mundo inteiro. Fora um eventual culto à beleza e ao corpo, além de muitas reflexões sobre a violência gratuita e métodos extremados para solucionar situações limites, mesmo eu não relacionaria Bruce Willis com filosofia – e sou fã declarada dele desde A Gata e O Rato! Mas Pourriol acredita que a sala escura do cinema permite a rara fusão entre imaginação e racionalidade e a sinopse do livro garante que ele prova isso usando filmes de Brad Pitt, Tom Cruise, Bruce Willis e Christopher Lambert.

“O Clube da Luta, por exemplo, leva a um saboroso debate sobre a liberdade; Colateral é pretexto para salientar noções de método; O sexto sentido remete às fronteiras entre consciência e percepção. Assim, por meio de personagens da cultura pop, com seus dilemas contemporâneos, questões tradicionalmente consideradas “difíceis” chegam até o leitor leigo de forma compreensível, envolvente e sem banalizações. A filosofia se torna finalmente um conhecimento ao alcance de todos. O autor usa a obra de Descartes e Spinoza para analisar os filmes.”

O outro livro que ganhei ontem também é uma tradução francesa. Um toque na estrela é um romance que já chega com comentário de Lya Luft na capa. E promete ser um retorno do feminismo francês à ficção. Escrito por uma das mais importantes romancistas e ensaístas de sua geração, Benoite Groult, dizem que o romance (escrito pela autora no auge de seus 86 anos) é um delicado elogio à maturidade. Será uma experiência muito diferente para mim, daquelas que só a literatura e o cinema nos permitem vivenciar com tanta antecedêcnia, descobrir se há em mim também a fobia da velhice. Como oriental admito que eu vejo a passagem do tempo mais como conquista da experiência e não perda da juventude, mas vamos ver como reagirei à leitura do livro. 😉

E você que me lê, que livro(s) está lendo e o que nos indica?

P.S. Ontem na Saraiva do Morumbi eu me encantei com esta edição (para colecionar) de clássicos em inglês:

Lindas as versões de Mark Twain e Jane Austin por você.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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