O sutiã errado pode causar danos à postura

 

Para muita consumidora, a escolha de um sutiã obedece uma ordem de prioridades: o tecido, a cor, a estampa, as aplicações de rendas e “enfeites”.

Será que sempre compramos pelos olhos?

Talvez por costurar (e eu sei fazer bem lingerie), minha prioridade é outra: o conforto.

E sempre dou dicas para as amigas sobre como escolher o melhor sutiã.

Temos que partir do significado desta peça íntima que foi patenteada em 1914 pela americana Mary Phelps Jacob. A invenção tinha o objetivo de acomodar o seio, possibilitando moldá-lo, diminuí-lo, escondê-lo ou exibi-lo.

Mas a palavra soutien é de origem francesa e significa suporte. E aqui mora o verdadeiro  objetivo desta peça de roupa. 

Alguns aspectos são importantes na hora de escolher o companheiro de horas, já que o tempo que passamos com o sutiã é bem longo. Até por isso, problemas de saúde são gerados a partir da escolha errada dos sutiãs, principalmente, os de postura e coluna.

Gosto quando vejo que algumas empresas se preocupam em desenvolver peças que atendem os mais diversos biotipos e que além de confortáveis, são bonitas, pois não adianta vender apenas conforto ou beleza, as duas qualidades precisam andar juntas.

Veja algumas dicas para escolher o sutiã ideal:

  1. Experimentar. Isso vai evitar que ele fique apertado amassando os seios ou largo demais criando um vão entre a peça e os seios.
  2. Testar a sustentação. Especialmente no caso de quem tem seios avantajados, é valioso prestar atenção na sustentação da peça, as alças e laterais mais largas garantem maior segurança e conforto.
  3. Observar os modelos. Peças com bojos profundos acomodam melhor o volume e decotes mais altos são os mais indicados para não deixar nada escapar.
  4. Aproveitar os trunfos de cada um. Para quem tem pouco volume nos seios o melhor é optar por sutiãs no formato meia taça ou balconê (aqueles que tem decote profundo). Eles ajudam dar a impressão que os seios são maiores e ficam ótimos com decotes de blusas e vestidos. Além disso, o bojo é um super aliado para quem tem esse tipo de seio.
(Dicas da Arsiè)

Curiosidades:

  • Há milênios, as mulheres vinham procurando uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios.
  • Referências revelam que em 2000 a.C., na Ilha de Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los.
  • Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los.
  • O espartilho surgiria na Renascença para encaixar a silhueta feminina no padrão estético imposto pela aristocracia. Por meio de cordões bem amarrados, ele apertava os seios a tal ponto que muitas desmaiavam.
  • O sutiã apareceu para libertar a mulher daquela ditadura.
  • Na década de 1920, os sutiãs compunham o estilo dito “garçonne” (termo francês que significa “menina moleque”) e achatavam o busto. Nos anos 1930, a silhueta feminina volta a ser valorizada.
  • Surgem os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios.
  • Nos 1950, com o advento do nylon, as peças ficam mais sedutoras e conquistam as estrelas de Hollywood.
  • Nos 1960, as feministas queimam em praça pública a peça, que consideravam símbolo da opressão masculina sobre as mulheres.
  • Mary Phelps Jacob vendeu a patente da sua invenção por 1 550 dólares para a Warner Bros, que nos 30 anos seguintes faturou 15 milhões de dólares estadunidenses com esta peça de roupa.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.