O “show” das mães na escola

Estou para contar a aventura da comemoração do Dia das Mães na escola, antecipada para ontem à noite por conta da visita do Papa e da canonização do Frei Galvão, mas confesso que estou me enrolando. Até fiz uma fotomontagem legal, postei no blog, mas cadê a história do “show”? Mas tenho que postar, pois já na saída da escola a Débora, mãe da Gabi, me falou rindo: esta eu vou contar no Desabafo de Mãe! Falo com orgulho que ela nos visita com assiduidade, o que me deixa muito honrada, pois é uma mãe incrível para a Gabi e a Manu, duas coreaninhas lindas. Deb, Glaucia e Simone estavam à minha volta na hora do meu “show”.
Aí há pouco entrei no Desabafo e li o texto da Elizabeth Dereti “ De que tamanho é o cobertor da mamãe” e chorei quieta aqui quando cheguei ao seu parágrafo da gripe coletiva, porque ainda vejo meus filhos como o Lucas, às vezes quietinhos, tentando entender a situação coletiva em que estão inseridas na família… e eu só tenho dois, tive-os com uma diferença normal (2 anos e 5 meses), mas também pirei como você querendo fazer “o mesmo” para ambos. Andei mexendo nas fotos para fazer uma retrospectiva do Enzo para o aniversário dele e vi tanta coisa… ele parecia sempre tão grande, mas na verdade era tão pequeno! Quanta coisa o mais velho tem que encarar! E quantas coisas o caçula perde, porque não dá tempo!
Mãe é assim, a gente às vezes queria ser um polvo, para ter mais braços, não é? Foi assim que me senti ontem: Giorgio teve que ficar na atividade da classe do Enzo comigo, ofuscado. Quando era uma mãe para mais de um filho, a escola optou por deixar o menor com o maior. Todo mundo, como disse a Deb, apertado na salinha com cadeirinhas para crianças! Fazíamos um belo ikebana e não é que eu cortei o dedo do Giorgio? Correria, sangue pelo corredor da escola e quem ficou ofuscado? O Enzo… ai, meu Deus! Nem terminei nada, não ganhei o presente dele, só fui ver tudo no final. Depois do sangue estancado, sentei no ginásio para ver a apresentação e o Giorgio quis ir lá, pois ele tinha ensaiado muito para o show! Não sei o que me emocionou mais: as fotos que passaram no telão, com as mães e filhos bebês, os seresteiros que foram contratados para cantar para nós (lindo), o Enzo por sorte ter ficado na minha frente no círculo de crianças que envolveu as mães ou o Giorgio sorrindo com o dedinho cheio de gaze na hora que me viu na platéia!
Como cantaram as crianças: “ Você me abraça e a tristeza vai embora“…

Em tempo, sobre o Dia das Mães: cheguei em casa com o Enzo, da maternindade, num dia das mães, grande emoção. Batizei o Giorgio em outro, três anos depois. Nunca foi um dia de grandes presentes e sim de acordar com mil beijos na cama e se posíivel com café na cama, como fazíamos com minha mãe quando éramos crianças. Quem precisa de mais para ser feliz? Até os comerciais de TV mostram estas cenas singelas para vender seus produtos!

P.S. O portal ClickRBS destacou o Desabafo em uma matéria hoje: Internet é espaço para reunir mães – Modernas, mamães usam a tecnologia para falar com e dos filhos.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.