a vida quer

“O nosso relógio biológico possui uma programação. Com a rotina, são definidos os horários em que acordamos, nos alimentamos e vamos dormir. Nas mudanças do horário de verão, seja no início, em que adiantamos uma hora, ou no final, com o atraso dos ponteiros, o organismo deixa de seguir essa programação naturalmente. Com isso, é natural sentir cansaço e dificuldades para dormir, raciocinar e se alimentar por cerca de três ou quatro dias”, explica a cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Aurélia Mussi.

  
Fiz um update no final do Horário de Verão sobre o quanto essa artificialidade pesa sobre nosso organismo. A verdade é que (talvez por ter nascido no verão!), eu me pergunto o quanto a economia que alegam sobre esse horário não pode ser falsamente alardeado porque não se contabilizam os custos físicos e psicológicos para as pessoas. 

Você adoece mais? Será que não?

A gente tem alteração de sono, de apetite, se produtividade… são muitas mudanças e, pelo menos na minha vida, noto que elas pesam e afetam minha vida. 

Multiplique esse desconforto e atraso orgânico por milhares de pessoas que vivem sob o horário artificial do verão. É muita gente, não?

E é para pensar!

Há alguns anos li um livro que mudou minha percepção da melhor hora para mim e me ajudou a respeitar não só p meu relógio biológico, mas também o das pessoas ao meu redor, da família aos colegas de trabalho.
  
Chama-se A Melhor Hora Pra Você – Entenda por que você funciona melhor em determinados horários do dia, da escritora especializada em ciência Jennifer Ackerman. O livro nos convida a identificar quais os melhores horários para as inúmeras atividades diárias e destaca que o relógio biológico, instalado no hipotálamo, pode ser nosso grande aliado. 

Segundo a autora, “Nós temos pouca consciência dos ritmos sutis que nosso corpo experimenta na pressão arterial, nas escaladas hormonais ou no apetite. Esses ritmos, se ouvidos, podem nos mostrar qual o melhor horário para realizar qualquer atividade, como cursos, trabalhos manuais, uso da criatividade, a necessidade da soneca e até as atividades sexuais”. 
🙂

Ah, e do update do horário: eu postei foto do relógio das flores de Lineu.

Horário de verão, que estica as tardes e altera o sono… Como é bom quando acaba e a gente volta ao ritmo biológico, não é mesmo?

Em homenagem acesse ritmo natural (e individual), deixo aqui essa imagem e inspiração linda do Relógio das Flores de Lineu:

  

“O relógio de flores consiste em dispor flores distintas em diferentes locais, organizadas em círculo de forma a formar um relógio. O que irá definir as horas serão as próprias flores, segundo o seu horário biológico.”

🙂

No século XVIII o naturalista e botânico sueco Carolus Linnaeus, desenvolveu o primeiro método de classificação científica das plantas, empregando o latim, língua universal no mundo ocidental, à época. Em suas pesquisas selecionou espécies cujas flores abriam e fechavam com regularidade. Suas observações inspiraram os primeiros relógios florais criados em jardins e que ainda hoje podem ser vistos em vários locais do mundo. O relógio de flores consiste em dispor flores distintas em diferentes locais, organizadas em círculo de forma a formar um relógio. O que irá definir as horas serão as próprias flores, segundo o seu horário biológico. Assim sendo, prepare um terreno para a plantação. 

Gostou? Neste link tem um passo-a-passo para fazer um. Pena que prevusa de uma área relativamente grande, de forma a poder juntar pequenos aglomerados de cada espécie de flor que referimos neste artigo.


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