bem estar

A gente se preocupa tanto com as mochilas dos filhos, mas como andam nossas bolsas? Foi o que me passou pela cabeça ao ler que o excesso de peso das bolsas femininas pode afetar postura, causar tendinite e contraturas musculares. Sempre me preocupei com isso e cada vez que encontro minha irmã mais nova, que já foi adepta de bolsas pequenas (e brigava comigo para eu mudar de estilo), mas mudou radicalmente para as maxi bolsas quando teve bebê, eu penso que é preciso cuidar deste detalhe do nosso cotidiano.

Na semana passada, saindo para uma viagem de negócios (daquelas “bate-e-volta”, bem ao estilo da Ponte Aérea), tirei a foto do interior da minha bolsa e perguntei no Instagram e Facebook:

“O que tem na sua bolsa?”

As respostas comprovaram o que eu temia: as mulheres carregam muito peso consigo diariamente. E, ao contrário dos homens que levam mochilas ou bolsas atravessadas nos ombros, costumaram carregar tudo de um lado só, abrindo brecha para muitos problemas de saúde.

O peso das bolsas que as mulheres carregam no dia a dia pode afetar a saúde de várias formas. Li o alerta do médico Luiz Eduardo Carelli, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), especialista em tratamento de doenças da coluna e fiz questão de trazer para cá:

  • Recomenda-se que as mulheres carreguem somente o essencial dentro das bolsas porque  “o sobrepeso afeta desequilíbrio postural, levando à escoliose, que é o desvio lateral da coluna, principalmente se a bolsa for carregada constantemente de um lado só do corpo, seja nos braços ou nos ombros
  • O peso da bolsa pode acarretar também contratura muscular e tendinite. “Pode sobrecarregar a musculatura e a parte tendínea do músculo, causando inflamações e dores crônicas”. Em casos extremos, o ortopedista informou que o excesso de peso pode ocasionar até a ruptura do disco intervertebral, que é uma cartilagem na coluna, causando hérnia de disco.
  • Vale alternar o uso da bolsa nos ombros direito e esquerdo, para não sobrecarregar muito a musculatura. As bolsas transpassadas, do tipo carteiro, são outra opção, porque estão mais próximas do centro de gravidade do corpo e ficam presas à coluna vertebral, que consegue suportar a carga de maneira mais uniforme. Dessa forma, a fadiga e o estresse na musculatura da coluna podem ser diminuídos.
  • Fazer exercícios ajuda! O preparo físico da mulher está relacionado ao tipo de bolsa que ela carrega. O ortopedista recomenda uma atividade física regular, “seja ela ginástica, musculação, pilates, para que a musculatura possa suportar essa sobrecarga de maneira que não sofra lesões”.

Para evitar esses problemas, recomenda-se que as mulheres carreguem somente o essencial dentro das bolsas ou que dêem preferência a bolsas de menor tamanho, para conseguir colocar só os objetos de uso pessoal mais importantes.

Na minha bolsa, que está aberta lá na foto de abertura do post, tem carteira (mas comprei uma mais leve e carrego nela só os documentos e cartões essenciais), necessaire (com o mínimo de maquiagem e escova e pasta de dentes tamanho viagem, além de um pente para ajeitar o cabelo) e meus gadgets, que são meu fraco e pesam mais que o resto (iPad, iPhone, carregadores, fones de ouvido). Além disso, se ficarei fora por muito tempo, uso a alça que transpassa (a maioria das bolsas que compro tem alças assim, removíveis, mas que permitem que elas se acomodem melhor se tiver peso extra), como na foto que tirei no aeroporto.

P.S. E sobre a saúde feminina e a moda, vale ler também: Salto alto faz mal? Mas ficar sem salto também!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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