bem estar / mãe

Depois de publicar o post anterior, Ter filhos sobre duas rodas, lembrei que a Flávia Cintra tem um blog: Memórias de uma mãe cadeirante, vale a pena ler – aliás, foi lá que fiz o print screen da foto (linda!) que ilustra o post (espero que a Flávia não fique furiosa comigo por usá-la!).

Imaginando que estas minhas dúvidas e curiosidades estão na pauta de outras famílias, conversei com dois médicos que respeito muito, Dr. Roberto Cardoso e Dra. Viviane Lopes, do Laboratório Femme. Minhas perguntas foram as de quem não vive a situação, mas creio que poderão ser o início da reflexão sobre o tema para quem tem portadores de necessidades especiais na família:

Como um médico orientaria uma paciente cadeirante a romper o tabu e ter uma vida sexual plena? (tem uma lista de cuidados especiais, etc?)

O primeiro ponto consiste em se entender que os obstetras, em geral, não costumam receber treinamento específico para orientar gestantes com limitações motoras. Eles, apenas, fazem o melhor que podem, mas por vezes acabam caindo em algumas armadilhas do chamado “senso comum” e eventualmente aconselham a gestante a não engravidar, a ligar as trompas, etc. Por isso, antes de tudo, deve-se entender que a mulher cadeirante pode ter vida sexual, pode engravidar e pode ser mãe.

O que tem de diferente no pré-natal da gestante cadeirante ou com deficiência motora?

Deve-se ter um cuidado especial com algumas condições que podem acometer a gestante em cadeira de rodas – ou que podem piorar bastante se já existiram antes. Outro aspecto é o de que nem sempre a cadeirante tem os sintomas que avisam sobre a doença; por exemplo, ela pode não ter disúria (dor ao urinar) e fazer passar o diagnóstico de uma infecção urinária, muito comum em gestantes. Por isso, é importante orientá-la (ex: vigiar secreções genitais), fazer alguns exames com maior frequência (ex: exame de urina), tomar cuidados que evitam complicações (ex1: meias elástica para evitar tromboses; ex2: acolchoamento da cadeira com visco elástico para evitar feridas – principalmente – nas costas conhecidas como escaras), dentre várias outras.

No link abaixo temos as conclusões de uma – excelente – publicação do Baylor College of Medicine (Texas, USA). Acreditamos que esse texto, melhor do que nós, descreve as dificuldades maiores do pré-natal de uma cadeirante. Caso queira indicar o link na matéria, ele é de acesso livre, e está neste link em inglês.

E o parto? é verdade que algumas portadoras de deficiência motora podem não sentir as contrações e isso prejudicar o feto?

Sim, a depender da altura da lesão espinhal. Porém, uma gestante pode ser treinada a palpar seu próprio abdome e perceber as contrações facilmente.

P.S. E no vídeo abaixo podemos ver a mãe cadeirante em ação:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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