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“A arte é o espelho da pátria.
O país que não preserva os seus valores culturais jamais verá a imagem de sua própria alma.”
Chopin

Começa com esta citação O Projeto Portinari, escrito por João Cândido Portinari, Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari. A obra do artista volta à mídia com muita força porque sua obra-prima,instalada na sede da ONU, vai passar uma temporada no Rio de Janeiro. Guerra e Paz, composto de duas partes medindo 140 metros quadrados, foi doação do governo brasileiro à ONU na época da inauguração do prédio e está instalado na entrada do plenário onde funciona a Assembleia-Geral da entidade criada depois da Segunda Guerra Mundial.

A obra encerra em si uma história dramática, como contada por Rafael Sento Sé:

“Dos primeiros estudos à pincelada final, foram necessários cinco anos para a realização de Guerra e Paz. Em meio ao trabalho, iniciado em 1951, Portinari enfrentou um drama pessoal. A tinta a óleo com derivados de chumbo, usada com tanta habilidade ao longo da carreira, causou-lhe uma severa intoxicação, a ponto de os médicos o proibirem de pintar. Com uma dose de teimosia e a ajuda dos assistentes Enrico Bianco e Rosália Leão, o mestre ignorou a recomendação. Ele morreria em consequência desse envenenamento progressivo, em 1962, aos 58 anos. “

Portinari em 1955 - Apesar de já estar com a saúde debilitada, o pintor assina o contrato para produzir os murais com 140 metros quadrados cada um e 150 estudos foram realizados pelo artista até a conclusão da obra.

Não lembro de ter lido esta reportagem, mas me marcou ler uma mensagem de Celma Hellebust (prima do Gui que mora na Noruega) com os detalhes do retorno temporário de Guerra e Paz ao Brasil. É o filho do artista que, à frente do Projeto Portinari, tem reunido apoio para trazer os painéis Guerra e Paz para o Brasil em agosto. Eles serão restaurados no Palácio Gustavo Capanema, sob o comando do Professor Edson Motta Jr. (responsável pelas obras de Visconti no Theatro Municipal do Rio de Janeiro) e quando prontos os painéis serão apresentados no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, junto com 120 estudos preparatórios executados por Portinari de 1952 a 1956.

João Cândido Portinari planeja fazer deste evento uma grande festa nacional, convidando Milton Nascimento para cantar suas canções inspiradas em Guerra e Paz nas escadarias do Theatro Municipal, junto às Bandas dos Fuzileiros Navais e do Corpo de Bombeiros, que tocarão composições de Villa-Lobos e Milton Nascimento, numa “celebração a este grande grito brasileiro pela PAZ, espelhado no ponto máximo da arte de Portinari, os painéis Guerra e Paz, que há 53 anos vem inspirando os delegados dos 146 países-membro das Nações Unidas em sua alta responsabilidade de afastar o risco de conflitos armados”.

Os painéis ficarão sob a guarda dao Projeto Portinari até fins de 2013, quando será reinaugurada a sede da ONU em Nova York, com os painéis já de volta à sua localização permanente, o grande hall de entrada da Assembléia-Geral das Nações Unidas.

P.S. As ações estão nas redes sociais também, no Twitter @projportinari e no canal do youtube.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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