O primeiro smartphone a gente nunca esquece

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Parece que foi ontem que meu amor chegou em casa com uma verdadeira jóia para mim no nosso aniversário de namoro. Meio fora do padrão feminino, mas agradou em cheio a namorada aqui: um smartphone. Era novembro de 2006 e os telefones que pareciam um mini-computador eram raros (o i-phone nem tinha sido pré-lançado) e eu fiquei feliz como criança com o  “brinquedinho”.

Porque comecei a usar o telefone (um Qtek 9100) muito cedo (em relação ao mercado brasileiro) foi natural ser uma espécie de consultora dos amigos, parentes e vizinhos sobre este tema. E me entreguei à paixão (mania?) de descobrir funcionalidades no novo telefone. Por conta dele, demorei muito para comprar um notebook porque eu produzia meus textos, usava MSN e outlook com o wi-fi, controlava contas em planilhas de excell e muito mais com o brinquedinho.

Ano passado conheci outros usuários de “mobile” nos eventos blogosféricos e descobri aplicativos e funcionalidades novas que meu celular não podia ter porque não era 3G. Por participar de um destes eventos, o Nokia Social Media Connections, fui convidada a testar um dos smartphones da marca durante um mês. Ocasionalmente foi nos meus dias de férias de final de ano, o que me deu tempo de “fuçar” no aparelho e descobrir as diferenças entre os dois.

Fino, portátil (cabe perfeitamente no bolso e não avoluma bolsas femininas, nem mesmo as pequenas) e bonito, tem tudo para ser um bom celular feminino. Mas não é.  Tem jeito de que foi desenvolvido para o meio corporativo porque é funcional na navegação da internet, admite várias contas de e-mails e é excelente para mensagens SMS e Instant Messengers. No dia em que o peguei testei o navegador de bordo (que usava o mesmo software do Garmin que eu tinha e foi roubado com meu carro semanas antes) para  chegar à casa de uns amigos no Jaguaré. Perfeito, gostei muito e só senti falta do suporte do GPS para o painel do carro. 😉

Também instalei dois aplicativos que eu indico. O Fring reune num só aplicativo (leve e interface intuitiva) todos os Instant Messengers (Skype, MSN, Yahoo Talk, Twitter e Google Talk) e torna sua vida virtual ainda mais sociável – o que pode ser complicado, pois pessoas como eu, hiperconectadas, precisam se controlar com estes recursos de vida online. Mas para executivos é perfeito porque faz ligações via skype como se você estivesse em frente ao computador, com qualidade igual ou superior ao headset e microfone – e com uma economia incomparável, pois usa as redes GPRS, 3G e Wi-Fi. Este aplicativo convenceu meu marido, que trabalha com pessoas de diferentes estados (e países) a adotar o E71 como seu telefone.

O outro aplicativo que instalei e usei nas férias foi o Qik,  que a princípio achei que serviria só para diversão e lazer (para fazer videos dos momentos familiares e mostrar aos avós que moram longe), mas se mostrou uma boa alternativa para fazer streaming de eventos. Prático, ele permite que você faça o streaming e depois pode usar o código para inserir o vídeo no seu blog ou site. A verdade é que a câmera (de 3.2 mega pixels) não é excelente e há modelos bem superiores na própria Nokia, mas não é ruim. Usei-a para muitas fotos de final de ano e elas fizeram um registro simpático das nossas férias. O E71 permite que se envie as fotos e vídeos diretamente para os sites do Flickr e do Ovi, da mesma forma que envia as fotos por e-mail com uma rapidez que faz lembrar aqueles seriados investigação norte-americanos.

Como ressaltou o Rodrigo Toledo (de cujo post retirei as imagens que coloco aqui) “a bateria do aparelho é um show à parte”. Ele conta que testou e “ela aguentou quase 4 dias de navegação na internet via 3G e WiFi, uso constante de bluetooth e GPS e muita (MUITA) digitação de mensagens”. Aliás, uma das grandes vantagens do E71 é o teclado qwerty e a outra é a rapidez para iniciar e abrir os programas porque ele roda em Symbian, equivalente ao Linux na mobilidade. Aqui achei minha maior dificuldade em me adaptar ao aparelho, pois senti muita falta da interface do Windows Mobile que usava no antigo. Tentei encontrar um aplicativo com uma agenda que me atendesse como o Outlook fazia, mas não achei (mas não deixei de me organizar, adotando a Agenda Google e conservando os detalhes de contatos no Gmail). Mas quem estava habituado a digitar textos longos e controlar a vida financeira nos programas do Office Mobile se ressente do equivalente que o Symbian oferece. No entanto, como notei no uso que meu marido (que nunca tinha se rendido às vantagens de um smartphone e ajustou imensamente bem ao E71) fez do seu aparelho, percebo que é um excelente primeiro smartphone. Recomendei-o também para minha irmã que é médica e pensava em comprar um netbook para usar no horário de trabalho. Ela preferiu o N95, mas instalou os aplicativos que citei acima e tem feito um excelente uso do aparelho, tanto que não voltou a falar da compra do mini-note. 😉

Apesar de ter rádio e permitir que se ouça música com qualidade, o foco do aparelho não é multimídia. Demorei a me habituar com as músicas sem a interface do Media Player, mas adorei o rádio, que não tinha no outro. Enfim, para ser perfeito, faltava apenas os aplicativos que citei (da agenda, do controle financeiro, etc) e ser touch screen – depois que nos habituamos à resposta ao toque na tela, é dificílimo abandonar o hábito!

[udapte] Agora estou usando um N95 que ganhei da minha irmã e tenho cometando sobre ele aqui. [/update]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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