O papel do jornal e a profissão de jornalista

Qual é o papel do jornal e da profissão de jornalista nos dias atuais?

Esta é uma das perguntas que nós, comunicadores, devemos nos fazer diariamente e ainda com mais ênfase neste ano em que se debateu tanto a importância e a validade de nossos diplomas. Nossa área de atuação está em franco desenvolvimento, absorvendo novos players que se mostram tão ou mais competentes do que nós em algumas áreas, mas ainda francamente amadores em outras. E onde nós ficamos nisso tudo?

91602_110906_o_papel_do_jornal__baixa__web_Ao receber o convite para palestra no lançamento da edição comemorativa do livro O papel do jornal e a profissão de jornalista, Alberto Dines (publicado por Summus Editorial), imaginei que seria uma das boas oportunidades para debater este tema no final de 2009.

O nome não lhe é estranho? Bom, Dines é um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas brasileiros, professor de jornalismo desde os anos 1960 e discute há décadas o papel da imprensa no desenvolvimento do país. Seu primeiro livro desta área, ainda ocupa lugar privilegiado na bibliografia brasileira de jornalismo e nos permite retomar um debate superatual: a polêmica questão sobre a necessidade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

“Em apenas um ano, com a ajuda de uma conspiração e de manipulação judicial, acabou-se com uma profissão e com sua história”, afirma o jornalista. Para Dines, a decisão do Supremo Tribunal Federal de extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo e a surpreendente constatação de que não se trata de uma profissão específica e regulamentável interrompeu o debate na esfera judicial, mas não o encerra.

É interessante tentar imaginar o quanto o contexto de 35 anos atrás era diferente do atual, com um mundo vivendo crise de papel, alta do petróleo, contendo as publicações e fazendo com que o jornalismo se repensasse – de certa forma, como acontece agora, por motivações diferentes, mas com dinâmica semelhante. O diferencial é que era época de ditadura militar (dizem que ela agonizava na época, mas não sei, era recém-nascida) e a imprensa tinha um papel na construção de uma sociedade democrática. No entanto, em todas as épocas, questões fundamentais para o exercício da profissão são transparência, consciência profissional e interesse público. Isso não mudou!

Ah, o livro também traz vários textos originalmente publicados pelos autores no site “Observatório da Imprensa” – projeto desenvolvido por Dines – sobre a especificidade da profissão de jornalista e a decisão do STF que revogou a Lei de Imprensa.

A palestra acontece nesta quarta, 09/12, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – São Paulo- fone 3814-5811), das 19h às 20h. É bom se inscrever e chegar cedo porque o auditório tem capacidade só para 45 pessoas.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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