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“O Pequeno Príncipe” foi o meu primeiro livro de criança e é, hoje, o meu livro predileto. Não ligo se é “livro de miss” ou se muitos ainda acham um livro bobo, para mim é um livro importante com lições atemporais e para todas as idades.

A convite da Sam, fui à cabine do filme, que estréia em breve nos cinemas brasileiros e me emocionei desde o comecinho do filme. Se você, como eu, já leu o livro de Antoine de Saint-Exupéry e gostou da história, tenho certeza que vai amar o filme. E meu único ~spoiler~ será esse: leve lencinho de papel.

Durante o filme, pensei muito em como ser adulta é uma coisa realmente complicada. Às vezes esquecemos de sentir. Sentir a dor do outro, sentir compaixão, sentir a alegria nas pequenas e belas coisas. Quase sempre estamos muito ocupados para curtir. Curtir as pessoas que amamos, curtir a natureza, curtir umas horas a mais de sono, curtir os amigos e familiares. Deixamos de viver, basicamente. Sempre preocupados com o tempo, com as obrigações, com tudo que não é essencial. Mais perigoso do que se tornar adultos é esquecer dessas coisas todas. E como adultos, fazemos questão de esquecer. Das histórias da infância, das brincadeiras despretensiosas, dos sonhos que não realizamos ainda, de tudo aquilo que, um dia, nos fez pulsar e vibrar de felicidade.

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Desde abril, estou num tsunami de emoções e sei que isso faz parte da vida e que tudo me trará aprendizado, já escrevi aqui no blog sobre isso e essa fase. “Tudo me forma, tudo me molda”, repito esse lema pessoal há alguns anos e acredito que as coisas tem o poder que deixamos elas terem sobre nós. O que é essencial é invisível aos olhos mesmo. “A gente só conhece bem as coisas que cativou”.

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Tenho pensado bastante em como tudo aqui é passageiro, a tribulação é leve e momentânea. Escolha viver bem o seu tempo, da melhor forma possível. Você deve continuar a trabalhar, a se ocupar, a pagar contas? Sim. Mas também precisa respirar, se permitir errar e aprender com todos que passam pela sua vida e com seus próprios erros e acertos.

E obrigada, Sam, pela companhia durante filme, almoço e conversa. Ter vencido minha timidez e ter te abordado um dia na Igreja fez com que eu ganhasse uma amizade maravilhosa e muito aprendizado. Como você já escreveu aqui: Curioso como as afinidades vão surgindo e nos surpreendem, não é mesmo? <3

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Nota da editora: tem muitas declarações de amor ao clássico de Exupery aqui no blog, afinal é um dos clássicos da família 🙂

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Sara Martinez, 30 anos, jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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