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Conte o seu recheio para seu Ano Novo – eu vou dar uma caixa de chocolates para as melhores respostas 🙂

E não deixe de visitar o post Os preparativos do Natal são momentos para compartilhar tradições familiares

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Um texto que li convidava a pensar nos símbolos do Natal. Mesmo num país com tantas diferenças culturais como o nosso – há famílias descendentes de várias nacionalidades, algumas não-cristãs, como judeus, budistas e muçulmanos – esta época do ano é uma fase de reunir os familiares e relembrar as tradições. Até quem não tem hábito de fazer ceias de Natal e Ano Novo acaba fazendo algo especial nesta época, não é mesmo? E surgem lembranças olfativas de infância, aguçando nossa memória com o “cheiro” do peru assado, da rabanada, das frutas cristalizadas…

A maioria das pessoas tem sempre uma boa história desses momentos com a família reunida em torno da mesa. E nesta lembrança me veio à mente o livro Céu da boca – Lembranças de refeições da infância (da Editora Ágora). A obra é de 2006 e nela escritores, chefs, psicanalistas, jornalistas e restaurateurs relembraram as refeições da infância, episódios em família, hábitos alimentares e até revelaram receitas antigas. As ilustrações são de Marcelo Cipis e há também fotos de infância de cada ajudando na construção das imagens e memórias de Anna Verônica Mautner, Antonio Kehl, Antonio Maschio, Bel Coelho, Boris Fausto, Caloca Fernandes, Cassiano Elek Machado, Edith M. Elek, Fernando Pacheco Jordão, Hamilton Mellão, Ignácio de Loyola Brandão, István Wessel, Ivana Arruda Leite, Maddalena Stasi, Maria Rita Kehl, Moacyr Scliar, Renata Braune e Ruth Rocha.

Céu da boca - Lembranças de refeições da infânciaA nostalgia que essas recordações provocam poderia ser definida com um tipo de fome, saciada pela memória gustativa. Quando surge o encontro do paladar com a lembrança, a saudade é alimentada com suspiros e celebração. Ao trabalhar com grupos de apoio a pessoas com câncer, Edith M. Elek, organizadora da obra, percebeu que a maioria dos depoimentos sobre momentos especiais tinham como cenário uma refeição. “Eram os momentos em que a família estava reunida para as refeições, que provocavam lembranças de difíceis embates e de alegres confraternizações. Aquilo me marcou e resolvi dar mais espaço ao assunto”, diz Edith, que reuniu no livro depoimentos de chefs como Bel Coelho e Renata Braune; e personalidades como Moacyr Scliar, Boris Fausto, Ignácio de Loyola Brandão e Ruth Rocha.

E em sua casa, há lembranças deliciosas de coisas tradicionais de Natal?

Minha mãe sempre faz uma torta de nozes pecan com chantilly feito com creme de leite fresco, sem ela não tem Natal! Como minha querida Tia Jô (irmã da minha mãe) passa o Natal com a gente, não pode faltar o chester que ela faz, com uma farofa perfeita. E a mãe do Gui reune os filhos (e agora netos) nas tardes do dia 24 para comer coxinha feita em casa – é uma pena que ela só faça neste dia, porque é a coxinha dela é uma iguaria! Na casa dos meus sogros também não falta um lombo de porco no almoço do dia 25, num estilo bem brasileiro de comemorar a data – sim, porque esta história de Peru de Natal é uma coisa nova na nossa cultura gastronômica, sabem?  Ah, vejam como é uma mistura linda, a família do meu cunhado Juliano (pai da nossa afilhada, Dora) é ucraniana e lá não faltam doces típicos como kutiá depois do jantar com pierogi.

Nossas famílias, como as dos autores do livro, são descendentes de imigrantes e trazem pequenas amostras de como vivem “os outros”; em diversas histórias ficamos conhecendo costumes de culturas diversas. E o gostoso destas lembranças é que elas são realmente gostosas, sem frescuras ou novidades mirabolantes, o que é perfeito para agradar as crianças, que gostam justamente dos pratos básicos. 😉

P.S. Foi impossível eu não lembrar da cara do crítico de gastronomia do filme Ratatouille voltando a ser criança e lembrando da comida da mãe reconfortando-o num dia dificíl! 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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