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Nesta segunda-feira passar a manhã em casa teve um significado especial.

frases bonitas sobre o cotidiano

Todo mundo tem lá um medo que guarda no fundo do ser, daqueles que não conta para quase ninguém e que está além de “nojo de barata” ou “medo de altura” e é uma coisa visceral.

O meu era ficar sozinha.

Nasci numa família grande, com muitos tios e irmãos. Tenho 3 fihos e levo uma vida cheia de amigos. Sem pensar muito, a verdade é que raramente eu estou só e não tenho preparo para estar só em momentos bons (nos quais posso decidir as coisas sem pensar em ninguém, tendo meu “bel prazer” como guia) ou ruins (quando eu preciso encarar a realidade de depender de mim mesma, sem qualquer ajuda).

Por esta relação tão solidária e gregária, descobri que temo também não estar presente para as pessoas com quem me importo e costumo me sentir muito mal quando elas precisam de mim e eu não estou lá. 

É aquela coisa da “culpa” que ronda as mulheres, culpa como mãe, como filha, mas que eu até extrapolo para culpa como amiga. Não me imagino uma supermulher, mas tento estar atenta ao que meus queridos precisam. E descobri como é diferente quando a gente precisa.

Neste final de semana passei horas sozinha num confortável apartamento de um excelente hospital. Estava sendo muito bem atendida e tratada, descansando como precisava para melhorar de minha condição de saúde (uma infecção no trato urinário, nada extraordinário) e minha família me visitou ou me telefonou fazendo-me companhia na medida do possível.  Como moramos longe de todos os familiares e (descobri neste final de semana) eu e meu esposo somos bons para ajudar, mas péssimos para pedir ajuda, tivemos que nos dividir e por isso ele ficou com as crianças em casa, enquanto eu convalescia no hospital. Tudo deu certo e em 48h eu tive alta para completar o tratamento em casa.

  
A saúde física vai se recuperar, tenho certeza, mas meu ganho diante desta situação toda é surpreendente: venci dois medos e saio desta pretensa crise (minicrise, né, afinal não tive risco de morte nem nada!) muito fortalecida e me sentindo uma nova pessoa, afinal, venci meu medo de ficar só e ao mesmo tempo descobri que posso me permitir fraquejar às vezes e minha família “sobreviverá” sem traumas.

Agora só em falta aprender a pedir ajuda. Mas isso fica para uma próxima vez – e espero que demore um pouco, afinal, ainda estou me recuperando né? 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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