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 Hoje sai para comprar flores para as professoras e minha filha escolheu um girassol. Na hora eu sorri, pois a flor que segue a caminhada do Sol, indica luz, calor, sentimento de conforto, o que as boas professoras de antigamente representavam.

 
Dizem que o girassol é a flor raçuda que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo. 

Símbolo da integridade e força que temos dentro de nós e que queremos transmitir aos outros, para alguns é a flor do equilíbrio.

Não sei se é tudo isso de verdade. Mas a generosidade e exuberância das pétalas amarelas que envolvem as sementes escuras do miolo realmente simbolizam um equilíbrio bonito e sui generis entre a luz e a sombra, entre o que é expansivo e introspectivo; estimula a conciliação perfeita entre esses dois opostos.

Não são exemplos do que vemos nos profissionais que continuam a acreditar no magistério, mesmo morando no Brasil, mesmo tendo passado por tantas situações adversas, mesmo com tanto descrédito na carreira e no papel da educação formal?

Me pergunto o que faz uma moça decidir ser professora. E o que faz uma mãe de família acreditar que pode manter uma escola nos tempos mais dificeis do país, enfrentando ditadura, crises econômicas, mantendo um ambiente familiar resistindo à chegada grandes redes e preservando um sorriso humano e pessoal para cada um dos alunos que conhece pelo nome, apesar de tantas décadas de ensino e de crianças indo e vindo. 

Quando vejo Dona Zina, do Externato São Rafael e da Associação Amo a Mooca, eu tenho um pouco das respostas a essas perguntas, mas quanto mais penso, confesso, mais me intrigo com o que a deixa firme e forte, imaginando os ventos e tempestades, o sol e a seca, enfim, tudo que essa flor rara pode ter vivido como professora. 

Gratidão a todas as “donas Zinas” que mantém firmes e fortes na educação e por darem a oportunidade para que outros homens e mulheres com vocação tenham chance de descobrir o girassol que vive neles também. 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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