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O dia 13 de julho de 2016 ficará marcado na história japonesa como a data na qual o imperador Akihito anunciou sua intenção de renúncia (ou abdicação) ao cargo.

O filho de Hirohito é o 125.° Imperador do Japão e ascendeu ao trono em 1989, e, apesar de não ter poderes efetivos sobre a política japonesa, Akihito diferenciou-se de seu pai por demonstrar uma atitude pacífica e conciliadora para com os antigos rivais do Japão, tais como a Rússia e a China.

Nestes 27 anos como monarca, ocupou a 17.° posição na lista de líderes que reinam ou que governam há mais tempo e era o único monarca reinante do mundo que detém o título de Imperador.

Akihito e sua esposa Michiko fizeram visitas oficiais a dezenas países. Como Príncipe, Akihito comparou o papel da realeza Japonesa aos robôs e expressou sua vontade e esperança de trazer a família Imperial mais perto do povo japonês.

Com a troca de monarcas, o ano Heisei terminará dando início a um novo ano.

No Japão, cada imperador determina uma era e o ano se inicia com seu reinado, portanto, além de estarmos no ano 2016 da Era Cristã, vivíamos o ano 27 da Era Heisei, assim denominada por ser “a era da paz e da concretização“.

Eu mudei para o Japão no ano 10 da Era Heisei, com o reinado de Akihito consolidado. Vi muito afeto e respeito pelo casal imperial nas ruas do Japão e com muita honra eu caminhava perto do palácio em Tokyo, relembrando que, anos antes, em 1996, tive a satisfação de estar perto deles numa cerimônia que marcou sua visita aos nipobrasileiros do Paraná. 


🙂

Segundo a TV japonesa, a Casa Imperial alegou que o imperador está com idade muito avançada e impossibilitado de seguir no cargo. No entanto, a imprensa japonesa acredita que os problemas de saúde do Imperador Akihito se agravaram.


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