O filho eterno ganha o Jabuti

Quando soube do lançamento de O Filho Eterno, em agosto do ano passado, vibrei e demorei poucas horas para comprar o livro de Cristóvão Tezza, a quem eu chamo de mestre, porque foi um professor que significou muito para mim na universidade. Como contei na ocasião

A obra é um relato autobiográfico, narrado em terceira pessoa, sobre as experiências de um pai com um filho portador de síndrome de Down. Nos trechos do livro que li vê-se um Tezza que apenas na sombra do seu olhar era possível imaginar e, mais de uma década depois do meu contato com o mestre, com coração e alma de mãe, eu pressinto que me emocionarei e me encantarei. Duas outras leituras me garantiram que não será um relato meloso, mas sim, como citado na entrevista A eternidade e um livro, seguirá um caminho como o de Kenzaburo Oe (prêmio nobel japonês, que também escreveu sobre o próprio filho e é sempre um pouco ácido, em minha opinião de leitora). Vale a pena ler também A Reinvenção de uma criança eterna, no Estadão.

Li agora no Google Reader dois posts que contavam que este foi um dos livros agraciados com o maior prêmio literário brasileiro, o Jabuti. A lista completa está no Máquina de Escrever, mas, como comentou Sérgio Rodrigues do Todo Prosa, este foi o primeiro de muitos prêmios para O Filho Eterno. Para finalizar, porque já é tarde, uso uma frase do Sérgio:

“A notícia merece comemoração: não é sempre que prêmios acertam assim.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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