destaque / entretenimento

  
Vi ontem na TV a cabo e revi hoje no Netflix com meus filhos #aos12 e #aos14 o filme Ponto de Vista (2008) e é daqueles que prendem a atenção do começo ao fim. 
  
Um atentado contra o presidente dos Estados Unidos (William Hurt) antes que ele faça o seu discurso em uma cumbre internacional em Salamanca, na Espanha, é contado através de seis pontos de vista diferentes

  
O primeiro deles é o da editora de televisão do canal GNN, Rex Brooks (Sigourney Weaver), que coordena uma equipe jornalística na transmissão ao vivo do evento em que estão presentes os principais representantes da Comunidade Européia e a equipe do presidente dos Estados Unidos. 

 
Depois que ela vê a repórter Angie Jones (Zoe Saldana) sendo vítima de uma grande explosão na Plaza Mayor de Salamanca (como uma praça central histórica, típica na Espanha), ato terrorista seguido a um tiro que alveja o presidente estadunidense, a história passa a ser contada pelas outras óticas. 

    
Entre elas, a do agente especial Thomas Barnes (Dennis Quaid), um veterano na segurança do presidente dos Estados Unidos que, em ocasião anterior, levou um tiro por defendê-lo; a do espanhol Enrique (Eduardo Noriega), primeiro suspeito do tiro contra o presidente; a do turista estadunidense Howard Lewis (Forest Whitaker) que, sem querer, ajuda na investigação do ato terrorista por estar filmando o local do crime com uma câmera amadora; assim como os pontos de vista do próprio presidente e da pessoa que foi responsável pelo atentado.

    
O filme tem uma estrutura de narrativa sui generis: ao invés de contar a história, relembra os fatos sob vários pontos de vista, como se fosse necessário este artifício para obter a verdade sobre o evento.

Gostei muito e foi ótimo para mostrar aos meninos diversos pontos de vista (perdoem o trocadilho), como o trabalho de fotografia,  diferentes recursos de edição, as características urbanas das cidades antigas na Europa e, claro, como uma mesma história pode ser contada é entendida de um jeito diferente conforme o jeito como a testemunhamos. 

Aproveitei para incluir algum ensinamento extra sobre o mestre Kurosawa. 

Esse modelo de filme surgiu no cinema com um filme de Akira Kurosawa que se tornou sinônimo de situações nas quais os conflitos de interesse exigem um olhar diferente

Tanto no inglês como em outras línguas, “Rashomon” se tornou um sinônimo para qualquer situação na qual a veracidade de um evento é difícil de ser verificada devido a julgamentos conflitantes de diferentes testemunhas.  

Rashomon (羅生門, Rashōmon?) é um filme japonês de 1950 escrito e dirigido por Akira Kurosawa, trabalhando em estrita colaboração com o diretor de fotografia Kazuo Miyagawa. O filme estrela Toshirō Mifune, Machiko Kyō e Masayuki Mori. O filme é baseado em dois contos de Ryūnosuke Akutagawa (“Rashomon fornece a ambientação, enquanto Yabu no Naka determina os personagens e a trama). Pode-se dizer que Rashomon introduziu Kurosawa e o Cinema do Japão às platéias do Ocidente, sendo este filme considerado uma de suas obras primas.



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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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