O design é a maneira de se pensar as coisas

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“Enquanto a tecnologia pode ser entendida como a ‘maneira de se fazer as coisas’, o design é nesta relação ‘maneira de se pensar estas coisas’.”

A frase é parte do paradoxo da existência de uma produção prática dissociada de uma sustentação teórica ligada à Bauhaus,escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. Uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, a Bauhaus foi a primeira escola de design do mundo.

Com estilo (tanto na arquitetura quanto na criação de bens de consumo) que primava pela funcionalidade, custo reduzido e orientação para a produção em massa, a Bauhaus foi além e mudou a forma como pensadores e “criadores” imaginaram o mundo no qual hoje vivemos. Ao sugerir que antes de um exercício puro do racionalismo funcional, deve-se procurar definir os limites deste enfoque, e através da separação daquilo que é meramente arbitrário do que é essencial e típico, permitindo ao espírito criativo construir o novo sobre a base tecnológica já adquirida pela humanidade, mudou-se o paradigma da humanidade ocidental – e mais ao final do século XX da oriental também.

“Toda a prática deveria ser seguida e ou precedida de uma reflexão. É do resultado deste processo que resultam os novos conhecimentos.”

Gosto muito desta escola, que me abriu os olhos para um mundo novo e incrível de possibilidades – e de um novo viés, como costumo falar, a cada olhar diferente – que descobri nas aulas de História da Arte, ainda no ginásio.

A ideia de que “o design, por mais pragmático que possa parecer, é e continuará sendo uma atividade sempre resultante de algum tipo de reflexão” muda todo nosso paradigma! E nos convida a repensar as coisas mais simples do cotidiano até mudar o olhar para tudo à nossa volta.

P.S. A imagem é do Instagram de Gisele Mezarobba, ex-colega de faculdade e atualmente professora universitária em Curitiba.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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