O Corpo Fala

Há alguns dias eu conversava com umas amigas e soltamos uma frase: como dizia Pierre Weil, O Corpo Fala. Este livro, um classico que eu conheci por intermédio da minha terapeuta na adolecência, é fantástico porque nos ensina uma linguagem que as crianças “já nascem sabendo” e os infelizmente crescemos perdendo.  Anos depois, quando já era mãe de dois meninos, ganhei de presente o livro A linguagem corporal da criança, de Samy Molcho, que tratava do mesmo tema, mas com um olhar voltado aos pais e educadores em relação às crianças.

Como mãe de garotos com personalidades e inteligências muito diferentes eu noto que meus filhos precisam desta minha leitura corporal. O menor é muito passional e espontâneo, enquanto que o mais velho é mais contido e profundo. Quando um me abraça, logo vejo pela carinha do outro, um olhar de soslaio, uma mudança na respiração ou a contenção do corpo no sofá a vontade de fazer o mesmo. Mas, como cada um tem um jeito, a abordagem deles não é a mesma e eu me empenho em observar suas mensagens para desfurtarmos de uma relação afetuosa e generosa. O trabalho não é tão fácil, mas o resultado é compensador.

Em sua família você também observa estas nuances? E como faz para conviver com a fala do corpo de seus filhos?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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