relacionamentos

Eram 19:30 no relógio, ela saiu do trabalho e foi caminhando lentamente até a uma rua paralela. O ônibus levou um pouco mais de uma hora para chegar no destino – e foi pouco tempo, comparado aos 7 dias em que estiveram separados.

Ele, preocupado, perguntava a ela sobre todos os seus passos e em contrapartida também a informava sobre tudo, garantindo que aquele encontro iria realmente acontecer. Ela, ansiosa, mexia no celular cada vez em que o ônibus parava no sinal – e foram muitos sinais até chegar em Niterói. Ela chegou no ponto de encontro marcado, andou numa reta e o avistou. Aquele sorriso mútuo, meio tímido e meio saudoso, deu lugar a um abraço gostoso. Os reencontros são sempre muito bons, não é?

Ao fim do jantar, duas folhas de consumação separadas. Ela pegou o papel e, como de costume, começou a dobrar. Ele pegou o papel e também começou a dobrar. Os olhos dela brilharam! Afinal, origamis estão em sua vida há algum tempo. Ele olhou e questionou:

– O que você vai fazer aí?
– Não sei. Pode ser um tsuru, um sapo… – e contou a história daquele professor de matemática que ia em casa e ensinava contas, frações e tudo mais com origamis.

Dobra aqui, dobra de lá, colocaram a dobradura na mesa como se estivessem na aula de arte:

– Acabei!

Eram dois corações.

coração origami

 

Porque, no fim, a gente não quer só comida. Quer amor também!

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Eu sei falar de muitas coisas, mas na maioria das vezes sai tudo bagunçado. RP, saúde, doação de sangue e amor (sobre tudo).

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