O Consumidor 2.0 no #ecommercevale

“Usada pela primeira vez durante uma conferência do empresário e ativista da internet Tim O’Reilly, a expressão web 2.0 parece ter vindo para ficar. Mais do que uma revolução técnica, ela expressa uma mudança radical de atitude em relação à internet – a tendência aparentemente irresistível à colaboração e geração autônoma de conteúdo que ganhou corpo na internet nos últimos anos. Web 2.0 diz respeito ao espírito de transparência que orienta o convívio na rede: ele força empresas e seus dirigentes a dialogar e explicar-se diretamente com seus clientes, através de blogs e sites corporativos. Web 2.0 é sinônimo também de sinergia e de novas oportunidades de negócios.”
Amauri Segalla em “O poder do consumidor no mundo digital“, em Época

Hoje estou na região do Vale do Paraíba participando do E-Commerce Vale, um encontro discute as oportunidades e desafios para o comércio eletrônico numa das regiões mais ricas do interior paulista. O evento, que acontece durante o dia todo, nos dará oportunidade de, além de ouvir especialistas no e-commerce e ver showcases ligados ao setor, tratar da mudança na relação entre marcas e o consumidor.

Mas ser consumidor 2.0 é mais do que ser capaz de se fazer ouvir “trollando” (fazendo bullying virtual) as marcas que eventualmente falham conosco no cotidiano. Casos como o “Meu carro falha” são importantes, mas não devem ser o objetivo final deste novo relacionamento – mais próximo e mais assertivo – que os consumidores usuários de novas mídias “empreendem” com as empresas das quais são potenciais clientes.

“Com as novas tecnologias digitais, o consumidor 2.0 enterrou – quase – todos os saberes empresariais e trouxe, junto com uma avalanche de pensamentos politicamente corretos e verdes, uma nova dimensão de tempo e espaço – auxiliado pela web 2.0 – que pôs em cheque muitas corporações tradicionais.”
Cleyton Carlos Torres em “O Consumidor 2.0: querem saber tudo sobre você“, artigo do iMasters”

Como consumidora 2.0 creio que é tempo de atuarmos com mais ética nas reclamações pela web e com mais crítica nos nossos elogios. Ao apoiarmos uma marca devemos perguntar muitas coisas sim – “como é feito, quem faz, onde faz, por que faz, para quem faz, quais são os materiais utilizados, quais os impactos gerados, quais os lucros, quais programas sua empresa possui, qual a filosofia que estrutura sua empresa” – mas também devemos estar prontos para responder perguntas sobre as marcas das quais somos fãs assumidos antes de nos tornarmos apoiadores e fãs de suas ações na web, estimulando outros consumidores a consumirem seus produtos ou serviços.

Já como comunicadora que atua majoritariamente no mercado das novas mídias – minha empresa, Otagai Mídias Sociais, trabalha com foco em ações de marcas nas redes sociais – entendo que é importante orientar e planejar com os clientes (as marcas) os melhores formatos – e aqui, insisto, cada caso é um caso, não há modelo pronto, não é ainda prèt-a-porter, é alta costura – e a melhor forma de se relacionar com o consumidor.

Não basta criar peças publicitárias bonitas, ter conteúdo interessante, estar presente nos espaços da moda (Twitter, Facebook, etc.), é fundamental conciliar duas pontas do relacionamento que precisam “colar” para que o “relacionamento” tenha sentido: os valores da empresa (sim, aqueles que a acompanham desde a fundação e fazem parte do que ela é) devem atuar de forma integrada e harmônica com o capital humano que é sua clientela. Valores da empresa que refletem e são capazes de se ajustar ao que o cliente quer devem caminhar juntos, capazes de se ajustar ao longo do caminho, de forma a continuarem lado a lado, com mais do que fidelidade, buscando um relacionamento leal e justo.

É pedir muito? Claro que é. Mas acredito, sinceramente, que chegamos a este ponto de maturidade no mercado e aposto que quem fizer estas escolhas poderá se firmar e crescer com segurança, alçando vôo sem receio do que virá.

🙂

“As empresas que souberem explorar a criatividade e o espírito de colaboração dispersos na rede – como a Dell – terão a seu dispor o mar de engenhosidade criado pela globalização digital. Acima de tudo, porém, web 2.0 evoca a idéia de um novo tipo de consumidor, capaz de, simultaneamente, criticar, adular e ajudar as empresas que souberem aliar-se a ele. Esse é o público com o qual as companhias de ora em diante terão de lidar. Esse é o futuro.”

P.S. Debatem comigo, às 16h, @tuliomalaspina, publicitário que há pouco deixou o projeto Criança e Consumo para abrir o Laboratório de sustentabilidade SustentaLab e editor do blog Atitude Eco, e @anamariacoelho, pedagoga, coach e palestrante do Sebrae, editora do blog Lounge Empreendedor. Participe acompanhando nossos tuites. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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