O Brasil quer reduzir 144 mil toneladas de açúcar na comida industrializada

Recebi o aviso do Ministério da Saúde dando conta que o Brasil quer reduzir 144 mil toneladas de açúcar de bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados.

É mais do que um desejo, é um compromisso, um acordo assinado pelo ministro da Saúde com os presidentes de associações do setor produtivo de alimentos.

Ao estabelecer a meta até 2022, o Brasil se destaca como um dos primeiros países do mundo a buscar a diminuição do açúcar nos alimentos industrializados.

O acordo segue o mesmo parâmetro do feito para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos.

Qual o valor de compromissos assim? Eles reagem a estudos que comprovam que o custo social será maior se não mudarmos já!

Um estudo realizado pela Universidade de Paris comprova o que muita gente (eu entro nesta onda, pois há anos eu defendo abertamente a #comidadeverdade, feita com ingredientes minimamente industrializados) já sabia: há uma relação direta entre os alimentos ultraprocessados e problemas de saúde sérios, como obesidade, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer.

Comida de verdade e o que se vê nos supermercados

E o que é afinal considerado comida superindustrializada?
Salsichas, linguiças, nuggets, sucos em pó, barras de chocolate, pão de forma e alimentos pré-cozidos em geral. Eles contém altos níveis de gordura saturada, açúcar e sal, ao mesmo tempo em que contam com menor quantidade de fibra.

O mais grave é que em alguns países subdesenvolvidos – será que o Brasil seria parte disso? – esse tipo de alimento responde a cerca de 50% da dieta das pessoas.

Os pesquisadores acompanharam os hábitos alimentares de cerca de 105 mil indivíduos, na faixa dos 40 anos, por cinco anos. Eles perceberam que conforme crescia o consumo de alimentos ultraprocessados, os casos de câncer também cresciam, proporcionalmente – especialmente o de mama.

A pesquisa excluiu dessa taxa pessoas que haviam sido diagnosticadas anteriormente com algum tipo de câncer e outros fatores de risco, como idade, sexo, histórico familiar e fumo. Com base nisso, o estudo chegou a conclusão de que o consumo de alimentos ultraprocessados pode resultar em um aumento de casos de câncer nas próximas décadas.

Para fugir disso, os cientistas afirmaram que o ideal é comer produtos frescos ou pouco processados.

Já falamos sobre o tema várias vezes e trago aqui o post Comida de verdade e o que se vê nos supermercados.

E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca. Cristina Sales, médica e especialista em alimentação, garante que na origem da maioria das doenças que afetam o homem do século xxi está o que comemos e o modo como o fazemos. É que os alimentos são veículos de comunicação: dizem às células como devem comportar-se.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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