cidadania / destaque

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Nesta semana escrevi, no Pulse do LinkedIn, sobre como resistimos no jornalismo mesmo num mundo em que parece que só valem as notícias que viralizam, resultam em infinitas curtidas e compartilhamentos. Terá ainda sentido fazermos um longo trabalho de pesquisa, tentarmos ouvir diversas fontes, mostrar personagens com olhares diferentes sobre o mesmo tema, quando o que conta (e para onde o dinheiro vai) é o cara engraçado que faz a gente ver X minutos de vídeo?

Como disse lá, ao me deparar com o trecho de Soljenítsin na abertura do livro Na Pele de Uma Jihadista, soube que, do meu jeito, na minha midia (meu blog A Vida Quer), sou cada dia mais parecida com meu avô (nascido em 1904, jornalista de 1930 a 1969), e que, apesar dos pesares, o bom jornalismo continua sendo algo real, realizável e que pode mudar o mundo.

No texto eu contava de uma história real vivida na Europa sob a tensão dos ataques de extremistas religiosos, mas este mundo que persegue jornalistas não está lá, está também aqui. Assusta pensar que em 2016 ainda vemos acontecer coisas como as que vivem meus colegas jornalistas em Curitiba.

Em dezembro de 2015, salário médio de magistrados foi de R$ 103,6 mil No último mês do ano passado, despesa do TJ com remuneração de juízes e desembargadores foi de R$ 94,4 milhões. Não são só o 13 º salário e o abono de férias que explicam o gasto.

Em fevereiro deste ano, uma equipe da Gazeta do Povo publicou uma série de matérias sobre a desproporcional remuneração de magistrados e membros do MP estadual, fruto da análise de vencimentos anuais das categorias e da verificação de que somando o salário base com auxílios e indenizações, a média de rendimentos anuais deles ultrapassa em 20% o teto – o salário de um procurador e de um desembargador, à época, R$ 30.471.

Leia a explicação dos próprios jornalistas aqui:

E o destaque da mídia nacional ao caso:

Quer ver os números para entender melhor:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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