O avesso de uma metróple

“Esta cidade clandestina – de pensamentos perdidos por suas ruas …faz pouco dos meus sonhos – maltrata os meus anseios e ignora os meus desejos…”
Lunna Guedes

folk2190.jpgA escritora Lunna Guedes, italiana de alma paulistana, preparou um especial na edição 9 do seu Coletânea Artesanal sobre a cidade. Está em O avesso de uma Metrópole. São ensaios, poemas, contos e devaneios sobre a maior cidade do Brasil sob a ótica de vários autores. Preste atenção aos comentários de Lunna sobre a visão de Mário de Andrade, autor ao qual ela devota especial atenção e sobre quem é uma das experts na atualidade.

Desde 10/01/08 Lunna publica em seu blog 15 artigos escritos por ela que irão abordar a cidade de São Paulo, sob o ponto de vista distinto de quem não é daqui e não está preso pela tradição ao olhar a história de nosso país. Já tive a chance de conversar pessoalmente – e longamente – com Lunna sobre estes temas e foi curioso notar como seu olhar é de estrangeira, apesar de passional. Italiana, ela é declaradamente apaixonada por Sampa, o que a levou a compor em 2000 “São Paulo – o avesso de uma metrópole” uma sequência de doze poemas que narram a cidade por uma ótica bastante pessoal e que foi parte de uma exposição em Gênova (sua cidade natal). Eu a chamo de brasilianista e creio que o tempo lhe dará um espaço neste seleto grupo dos que são especialistas em Brasil. Mas atente para as palavras de sua editora, Hellen Schmidt: “Não esperem uma aula de história sobre São Paulo e sim um olhar mais atento sobre a história da cidade e a singularidade de uma personalidade que caminha pelas ruas da cidade como quem busca um encontro entre os tempos.

folk3190.jpgP.S. Sobre Mário de Andrade e São Paulo foi minha homenagem no Sextas Insanas do blog Mostra Plural ontem, contando sobre a visita à exposição permanente do Centro Cultural São Paulo. Mário de Andrade – Missão de Pesquisas Folclóricas mostra o material coletado por Mário durante a missão realizada em 1938 pelo Norte e Nordeste brasileiros para registrar as manifestações folclóricas, especialmente dança e música. Na volta, trouxeram instrumentos musicais, peças utilitárias, reproduções de desenhos, gravações musicais e filmes, enfim, o material que hoje está sob a guarda do CCSP. Leia o artigo completo aqui.


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.