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[update] No blog do Instagram, o cofundador Kevin Systrom anunciou as últimas alterações feitas no documento. Além de se desculpar e informar sobre o retorno de parte do texto ao seu formato orignal, o CEO fez questão de deixar claro que não pretende irritar os usuários da rede mais uma vez. “Vocês também tem preocupações sobre nossos novos Termos, o Instagram não tem planos de vender o seu conteúdo. Quero ser bem claro: o Instagram não tem a intenção de vender as suas fotos, e nunca fizemos tal coisa. Não somos donos das fotos, vocês sim.”
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Uma conversa interessante sobre o uso de redes sociais começou com esta notícia: Os novos termos de uso do Instagram preveem venda de suas fotos sem dividir dinheiro com você. A questão, como mostra o artigo do youPIX, é sobre os termos do relacionamento entre usuários de rede social e os provedores deste serviço. Para muitos parece que somos clientes, mas na verdade somos capital destes grupos – como esclarecia o texto, “clientes são aqueles que dão dinheiro pro Instagram (não é o nosso caso), nós somos parceiros e estamos trocando serviço por conteúdo.

A coisa acontece num modelo de troca e a gente tem mais é que ficar de olho nos termos para decidir, a cada tanto, se quer ou não permanecer.

“Entre nós e sites como Facebook, Instagram, Youtube e afins existe uma relação de parceria, onde as duas partes estãs trocando coisas que são valiosas um para o outro: a gente precisa de um lugar pra postar nossas coisas, eles precisam do nosso conteúdo pra ganhar dinheiro e continuar podendo nos oferecer isso tudo. E repete esse ciclo em looping infinito até uma das partes se cansar.”

Para reforçar o debate, tem post do Edney Souza (@interney) sobre o tema também, no qual ele discorda de alguns pontos do texto do youPIX. Gosto do ponto de vista dele sobre o capital social gerado, quando afirma que, graças ao Instagram, as “pessoas criaram o hábito de olhar as fotos diariamente”. Confesso que, ao acordar, umas das primeiras redes sociais que vejo, junto com as notícias da manhã, é o Instagram. Há muito ela tomou um espaço de socialização que antes era do Twitter ou do Facebook e com as fotos já fiz boas amizades reais, como contei no post Descobrimos afinidades na web, consolidamos no olho no olho.

E de fato o uso comercial do Instagram cresceu muito, tanto que em outubro de 2011 eu falava sobre a explosão (e antes de chegar ao Android!) no post Aplicativo para compartilhamento de fotos no iPhone completa 1 ano e alcança 10 milhões de usuários e depois nos posts Conar investiga blogs de moda por publicidade velada e As amizades de internet são descartáveis?

Outros fatores são pontos positivos para a rede social e explicam facilmente para nós, usuários comuns, porque ela merece um tratamento comercial diferenciado. Fotógrafos profissionais encontraram no Instagram um ótimo espaço para mostrar seu portfólio e, como lembrou Edney, “já muita marca usando esse espaço gratuitamente, tanto criando seu próprio perfil, quanto enviando brindes e oferecendo mimos para que outros influenciadores publiquem imagens em seus perfis”. Sei quem tem muita ação de publicidade (velada ou não) que usa a rede social quando os perfis pessoais ou corporativos têm muitos seguidores.

Enfim… a decisão realmente cabe a cada um!

Lembram-se que meu perfil pessoal foi listado entre as pessoas e marcas indicadas para mamães seguirem no Instagram? Pois é, tenho motivos para rever algumas fotos de lá, mas não tenho motivos para sair em definitivo da rede e cada dia mais quero usar o Instagram do blog, que tem promovido com simpatia os posts publicados aqui.

E para quem, como eu, resolveu apagar algumas fotos pessoais demais do Instagram, mas vai manter a conta por lá, tem algumas opções reunidas pelo pessoal do youPIX para fazer backup dos arquivos:

  • Instaport.me e Copygr.am: conectam com sua conta do Instagram e exportam todos os seus arquivos num documento compactado (em zip) enviado para seu e-mail. Super simples e prático.
  • Instadesk: uso este programa no Mac (é pago, custa US$ 4.99 na Apple Store) porque foi dos primeiros a permitir fazer quase todas as coisas do Instagram. Quem me passou a dica, há meses, foi Bia Granja, justamente a mentora do youPIX. No programa dá pra ver sua timeline, curtir, comentar, imprimir, compartilhar e fazer download das imagens, além de criar álbuns (de até 40 fotos) que podem ser exportados individualmente.
  • Social folders: este eu não conhecia, mas é outra dica do youPIX, para PC ou Mac que conecta com as suas redes sociais (Facebook, Youtube, Instagram) e permite baixar as fotos pro computador, assim como enviá-las pra outras redes sociais (como o Flickr). Tem a versão gratuita (até 2000 fotos) e paga.
  • Instagram for Chrome: este eu uso junto ao navegador quando estou em outros computadores que não o meu pessoal. Como o navegador Chrome permite um login e personalização, os aplicativos ligados a ele são úteis quando estamos fora por tempo suficiente para precisar de algo mais (tipo quando você está em férias na casa da sua mãe e só levou o tablet na viagem, sabe?). Tem um equivalente que fazdownload das imagens e é gratuito, vale ver.

E aí, você usa a rede social e esta mudança nos termos mudou sua opinião sobre ela? Ou gosta tanto e está tão seguro do ambiente que não pretende mudar nada? Comente, opine!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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