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Crédito das fotos: TV Globo/ Bob PaulinoCrédito das fotos: TV Globo/ Bob Paulino

Quarta-feira de Cinzas e eu, com uma galerinha em casa e no meio de uma arrumação de roupas e livros, arrisquei a TV aberta. Fui nas novelas, né? Minha mãe está acompanhando a das seis, Cama de Gato, e eu estava curiosa pela das sete (horário que eu gosto de ver novela, geralmente na cozinha) que ainda não tinha podido ver. Ai, gente, mas que triste experiência. Daí lembrei que até noveleiras inveteradas como @srtabia e @sanseverini estão reclamando da atual novela das nove (neste horário eu não vejo TV aberta, mas sei que Viver a Vida deixou muito a desejar) e fiquei pensando que fazia muito tempo que a Globo não errava a mão em todas as novelas.


Mas há esperança lá no final do túnel. Recebi do pessoal da CGCOM a sinopse da novela novela e acho que, em teoria, pode ser a salvação para não desistirmos de vez deste ramo do entretenimento tão brasileiro, tão leve e tão com cara de lar. Aliás, lar, família, aquela confusão paulistana que geralmente dá certo é a fórmula da novela que vem aí. A ideia de segredos de familia e de Fernanda Montenegro como matriarca me dá um pouco de medo desde Belíssima, mas acredito que a personagem Bete Gouveia pode ser diferente.

A historinha de Passione é clichê, mas bonitinha: a moça conhece o moço quando já está grávida de outro homem (ó Matteo!) que se casa com ela assim mesmo, mas o bebê morre no parto. O casal constrói um império (a Metalúrgica Gouveia) e tem uma bela família – três filhos: Saulo (Werner Schunemann) , Gerson ( Marcello Antony) e a caçula Melina (Mayana Moura) – de personalidades antagônicas. Eis que, à beira da morte, o rico empresário implora o perdão da mulher e admite que deu a criança (junto com boa quantia de dinheiro) para um casal de empregados que retornou ao seu país natal, Itália.

Entenderam minha lembrança de Terra Nostra? Então, o sotaque italiano ficará por conta de Toni Ramos (ele geralmente salva as novelas, né?), que viverá Totó  (AntonioMattoli), um camponês italiano viúvo e, já me antecipo, aposto que será um bonachão. Ele deverá ser a vítima dos vilões galãs Fred (Reynaldo Gianecchini) e Clara (Mariana Ximenes). Mariana já mostrou que é boa contracenando com Claudia Raia e Patricia Pillar, Giane foi um paulistano engraçadinho naquela novela dos gregos, né? Quem sabe dá certo de novo?

Mas o que me convence é o fato de ter Silvio de Abreu, que aprecio desde Guerra dos Sexos e que tem uma química perfeita com Fernandona.

“Minha intenção é fazer uma novela divertida, envolvente, lúdica e com um clima de suspense na segunda parte da história. A novela terá muitos protagonistas, cada um com seu núcleo, porém, os personagens de Fernanda Montenegro e Tony Ramos e suas famílias são o eixo da história.”, declara o autor Silvio de Abreu.

Além dos Jardins, do Morumbi, FAAP, Av.Paulista, USP e CEAGESP, a Zona Leste estará lá desta vez, ouvi dizer que o Tatuapé (bairro vizinho ao meu, onde fica o Corinthians, daí a chamada na novela, creio) também foi locação de cenas. A diretora Denise Sarraceni diz que procura uma São Paulo “que tenha integração absoluta com nossas personagens. É dinheiro novo, ascenção nova, os bairros crescendo e buscando uma identidade com o dinheiro antigo, sólido, familiar de outros tempos. Não temos famílias tradicionais, como a do café, a da Av.Paulista. Temos uma São Paulo feita de 50, 60 anos para cá, com suas influências monumentais. Essa é a nossa São Paulo, a do esporte, das bicicletas abrindo espaço sobre o impossível trânsito. É a cidade que se recicla, se humaniza, reencontrando seu charme”.


P.S. O senão para mim em Passione é a personagem de Carolina Dieckmann (Diana). Uma estudante de jornalismo que a atriz já afirmou que vai ser o que ela imagina ser a realidade das minhas colegas de profissão: uma mulher saidinha, sem papas na língua e igualmente sem muita noção de moral. Parece pouco a moça achar que jornalista tem que ser caracterizada como “saidinha”? Ela ainda completou:

“Odeio quando o telespectador se sente enganado. Vi um monte de gente reclamando que o Zé Bob tinha um carrão, sendo jornalista”, exemplifica, falando do personagem de Carmo Dalla Vecchia em “A Favorita”. “As pessoas nunca acham que o cara pode ter ganhado de herança. Eu também não acho… Jornalista é pobre e ponto. O público imagina estereótipos e é importante ser fiel.”

Achei triste e, acima de tudo, desnecessário!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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