A versão mais natural e humana de si mesmo

O slogan #mybodychoice evolui e liberta mulheres e homens para uma vida mais natural. Um exemplo está na história da moça que decidiu contar nas redes sociais sua experiência de 1 ano sem depilação.

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There are lots of things that society tells us we should and shouldn't do with regards to our aesthetics, our lifestyles, relationships, and more. Why do we persist in allowing society to define us? What is the huge problem with being different? I don't shave my legs, and I will never have the urge to do it ever again. Not shaving my body hair has improved my confidence and helped me break free from expectations that society has of me and other women. Not shaving is a lifestyle in itself. Because society tells us that our body hair is disgusting, I get negative comments everywhere I go, people stare, and try and bring me down. That is the reality we live in. And stuff like that shouldn't even be relevant. I am very comfortable within myself and that's what it is about. Any negative way a person reacts to you is just a direct reflection of THEIR OWN insecurities, IT HAS NOTHING TO DO WITH YOU. All I am trying to get at is whatever you are doing, make sure it is for yourself and your happiness. Don't be afraid to step out of your comfort zone, honestly it's scary at first, but the more you do things you would not usually do, you are creating the better person you want to be. Don't let society define who you are. ☺️👍🏼💜🌍🤘🏼Tag a friend you think could learn from my words and body hair #love #inspiration #bethechange #life #spreadlove #selflove #encouragment #change #changetheworld #empowerment #different #fitness #feminism #trainhard #health #bodyhairdontcare #positivity #positivevibesonly #womenempowerment #befree #loveyourself #onelove #freemind #peaceandlove #healing #findtheothers #reality #comfortable #society #model

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Não deixei de fazer um paralelo com os homens que se libertam da gilete e da obrigação de se barbear todo dia, bem como de manter os cabelos curtos.

Historicamente, vivemos muito mais ao natural (com os pelos que nossa etnia nos dá) do que “controlados” pelo padrão estético higienista.

Bom, eu defendo os barbudos faz tempo, né?

And the Oscar goes to… “my body, my choice” versão masculina 2013. E um viva para os beard boys.

Homem de barba…

 

Do artigo, destaco um excerto:

“Há anos, de tempos em tempos viralizam histórias de mulheres que não se depilam e mostram seus pelos em redes sociais para reivindicar sua escolha. De fato, essa instagrammer utiliza a hashtag #BodyHairDontCare (os pelos do corpo não importam), usada por muitas outras mulheres para normalizar os pelos no corpo feminino. Na Espanha também ocorreram ações semelhantes como #MiVelloMisNormas (meus pelos minhas regras).”

Ah, para quem gosta do tema, ouvi um ótimo episódio do podcast Innovation Hub sobre a história da Gillette! Recomendo!

Para quem não entende inglês ou não gosta de podcasts, um resuminho da saga de criar uma demanda nova e vender aparelhos de barbear:
“King Camp Gillette, funcionário da Companhia de Selos de Baltimore, inventou o chamado barbeador seguro (safety razor) seguindo uma inspiração que teve numa manhã quente de 1895, quando, ao fazer a barba, ele idealizou um aparelho que iria revolucionar o ato de barbear para sempre. Percebendo que para se barbear, somente a ponta da lâmina da navalha era necessária, pensou então em fabricar uma lâmina de aço pequena e descartável. Muito mais prática do que a navalha que ele vivia tendo que levar a um amolador. Era isso, um sistema de barbear de longa durabilidade que utilizasse lâminas descartáveis.
(imagens do Mundo do Marketing)

 

“O segredo não era propriamente o aparelho, e sim a lâmina, uma camada fina de aço afiada dos dois lados, que poderia ser usada algumas vezes e depois substituída. Os industriais não acreditavam ser possível fazer uma lâmina pequena, de bom corte e barata a ponto de ser jogada fora depois. Com a ajuda de William Nickerson, um engenheiro mecânico de sucesso, formado no tradicional Massachusetts Institute of Technology (conhecido popularmente como MIT), resolveu os problemas técnicos e superando os obstáculos de engenharia da época para produzir, em escala industrial, o primeiro aparelho de barbear, uma fina lâmina de aço com duas extremidades, colocada entre duas chapas e presa por um cabo em forma de “T”.”

 

(imagens do Mundo do Marketing)

 

Dois anos depois, o produto foi lançado oficialmente no mercado americano com o preço de US$ 5 pelo suporte e de US$ 1 por um pacote de 20 lâminas, inaugurando assim a era dos produtos descartáveis.

Mas não era suficiente. Depois disso, o maior desafio foi mudar os hábitos da época.

Durante a Primeira Guerra Mundial, um grande passo foi dado nesse sentido, quando a Gillette enviou um aparelho de barbear para cada soldado americano, cerca de 3,5 milhões de aparelhos e 36 milhões de lâminas. Assim, muitos deles acabaram adquirindo o hábito de barbear-se “em casa”, ao invés de irem ao barbeiro.
Entenderam as barbas dos Vikings de Ragnar Lothbrook e o rosto liso do Luis XIV de Versailles
Quem tinha um barbeiro de plantão? Ah, e quem lançou uma moda que deveria ser seguida, mesmo que fosse custosa e contrária a natureza? Pra pensar, né?
Mas Sam, você está dizendo que ninguém deve se depilar?
Claro que não!
Cada adulto pode decidir o que fazer com seu corpo! Defendo apenas que a gente não seja manipulado pela mídia, pelo mercado, por desejos que não sejam os seus.
E o meu, bom, já contei num post que uso um depilador elétrico 😉
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, casada, mãe de 3, jornalista no @avidaquer @maecomfilhos @biblianafamilia.