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Quem não lembra de fazer atividades do Dia da Arvore na escola?

Eu lembro com carinho.

E como cresci no interior, sempre achei que a gente deveria estimular muito o plantio de árvores por aí.

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Mas descobri que não é bem assim. Meu irmão, engenheiro florestal que atua na área em Curitiba, me ensinou bastante sobre as espécies que devemos plantar na cidade e que não sofrerão (com o clima, poluição, exposição à luz, tanta coisa!) nem nos farão sofrer (porque podem cair, crescer mais do que deveriam, arrancar calaçadas, etc). Depois meu cunhado, arquiteto, atuou na Secretaria de Meio Ambiente, no setor de parques, e aprendi mais um tanto sobre manejo arbóreo.

Agora, quando vejo que a prefeitura está podando árvores ou replantando, eu confio no que estão fazendo.

Mas ainda acompanho de perto, afinal, é meu dever como cidadã.

Árvore caída na praça da República, na região central de São Paulo

Árvore caída na praça da República, na região central de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo lançou no mês passado o Plano Intensivo de Manejo Arbóreo (PIMA) que vai otimizar ações como podas, remoções e plantio de árvores para reduzir o risco de quedas de espécies nas vias da cidade durante o período de chuvas.

Aqui temos grandes problemas nestes dias, lembram-se?

O problema maior, como neste caso da arvore na Praça da República, é que apesar de sinalizada a necessidade de remoção da árvore, algumas regiões são tombadas como patrimônio histórico e cultural, o que faz a retirada depender de aprovação do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico).

Pode cair em cima de bens materiais e, pior, de pessoas!

Por isso, a prefeitura definiu açõe concentradas em regiões consideradas críticas, onde ocorrem mais quedas, algumas bem graves, como a da foto.

Queda de árvore sobre carros no Mandaqui (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Queda de árvore sobre carros no Mandaqui (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo)

E como se sabe exatamente qual cortar e qual manter? A controvérsia é grande!

  • A prefeitura atua usando o Sistema de Gerenciamento das Árvores Urbanas (SisGau), que tem 650 mil exemplares mapeados.
  • Seguindo ele, as equipes municipais serão reforçadas para aprimorar as vistorias técnicas nas árvores nestas regiões e também para intensificar as ações das equipes de trabalho na solução dos eventuais problemas verificados nas espécies.
  • O PIMA também pretende agilizar o atendimento de demandas da população paulistana feitas pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), diminuindo o tempo de resposta às reclamações.
  • As ações estão focadas nas subprefeituras da Sé, Pinheiros, Butantã, Santo Amaro, Vila Mariana, Ipiranga, Lapa e Mooca, que juntas têm 42% das árvores do viário paulistano, mas respondem por 62% das quedas registradas no últimos dois anos. As oito subprefeituras também correspondem a 44% das demandas do SAC.
  • As vistorias técnicas para podas e eventuais remoções a cargo do PIMA serão avaliadas por engenheiros agrônomos da Prefeitura e se darão, nas subprefeituras já identificadas, prioritariamente nos logradouros com maior incidência de queda de árvores, com o maior índice de reclamações ou em vias principais.
  • Com R$ 4 milhões de investimentos, a iniciativa vai contar com 36 especialistas entre agrônomos e biólogos, 28 estagiários e 40 equipes de trabalho de poda, remoção e plantio. O planejamento contará ainda com o apoio de outros órgãos, tais como as secretarias municipais de Governo, Coordenação das Subprefeituras, do Verde e do Meio Ambiente, de Serviços, de Transportes e de Comunicação, além das próprias subprefeituras e da AES Eletropaulo. A previsão de vigência é até 15 de dezembro.

Temporal derruba 216 árvores em São Paulo

Quer ter noção da gravidade da situação?

Uma tempestade atingiu a cidade na madrugada do dia 29 de dezembro de 2014, com ventos de quase 100 km/h, que derrubaram centenas de árvores. Um risco imenso para a população. E foi partir da análise realizada sobre as amostras dos exemplares que caíram naquela data que a prefeitura constatou que cerca de 80% das espécies estavam saudáveis e não possuíam qualquer indicação para a sua remoção. Ao longo de todo o ano de 2014, foram registradas 2.163 quedas de árvores. As ocorrências registradas nos últimos dias do ano, porém, representaram mais de 20% do total.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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