“Never Say Never” @justinbieber

Nesta semana fui com a família conferir a pré-estreia do filme sobre a ascensão de Justin Bieber, Never Say Never. Não vou dizer que fui a contragosto, gosto de música e já tive minha fase de Menudete (até hoje acompanho a carreira de Ricky Martin por conta disso), mas admito que por ser mãe de menino, eu pouco sabia sobre o fenômeno musical adolescente. Ou seja, fui sem expectativas, o que é sempre melhor do que chegar armado e prevenido.

Enquanto as meninas queriam fotos com o cartaz, meus meninos já pensavam no próximo filme engraçado. Mas eles tb curtiram Never Say Never!

De tudo, me fez falta uma coisa por não ter meninas em casa: eu não avaliava a histeria coletiva que tomaria conta do cinema a cada aparição do moço. Algo que eu tuitei, ainda dentro da sala do cinema, comentando que lembrava as fãs dos Beatles no começo dos anos 1960 em shows do Ed Sullivan. Bom, comparações antigonas à parte (a não ser que seja fã dos rapazes de Liverpool você provavalmente não entendeu minha comparação, né?), o fato é que as fãs de Justin são fieis e apaixonadíssimas.

E aí, logo no começo do filme, eu já me perguntava se bastava ser um fenômeno de mídia para conquistar daquela forma corações humanos. Saí do cinema certa de que não era só isso. Sim, Justin é um fenômeno de sua época (surgiu do Youtube e conversa com as fãs no Twitter), mas ele também parece ser um bom menino de família e um jovem com talento musical bem precoce. Para completar o quadro, é um menino bonito (não é só o cabelo que mais do que lindo é incomparável) e tem um quê andrógino que permite que as meninas se identifiquem com ele (a psicologia deve explicar como isso acontece, mas é fato que há uma dose de narcisismo nesta fase e se idenficar com outro é muito importante para alguns adolescentes) e ao mesmo tempo transmite segurança. Aos 16 está um pouco mais alto, mas ainda parece o menino franzino descoberto por um produtor que viu os videos que ele e sua mãe Pattie Mallette postavam no Youtube para mostrar seus avanços no aprendizado musical.

Canadense (de Stratford, Ontário), o garoto podia ser meu filho ou seu, pois nós fazemos as mesmas coisas pelos nossos queridos talentosos, postando seus sucessos na internet nisso que se critica como Baby Brother, mas pode ser o começo de uma carreira – se, claro, a criança tiver talentos como o dele e vencer algo como uma competição de canto aos 12 anos de idade  e tiver aprencido sozinha a tocar piano, bateria, guitarra e trompete. (risos)

Moças insanas na saída do cinema querendo tirar fotos com o cartaz, pode?

As surpresas do filme ficam por conta dos efeitos 3D (desta vez eu insisto que você vá a um cinema e tenha a experiência em 3D e com som de qualidade se puder) e as celebridades que cantam junto com o garoto, no documentário que reconta os anos recentes de sua vida durante uma turnê que tinha como ponto alto uma apresentação no renomado (e incomparável) Madison Square Garden em Nova York. E na apresentação tem uma canja de outro garoto prodígio, este misto de produção e talento herdado, o jovem de Karatê Kid 4 Jaden Smith que canta com Justin Bieber Never Say Never, música tema dos dois longas.

Se você ficou em dúvida se vai ou não, minha recomendação: pela insanidade das garotas na cabine, não deixe sua filha ou sobrinha de fora deste que deve ser o filme da temporada para elas. E lá curta as músicas, ria, volte a se sentir um garoto que sonha e consegue conquistar o topo do seu mundo.

Eu saí do filme fã de Justin – e da mamãe Pattie. 🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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