Nervos de aço

Acho que me encantei com esta música num CD da Marisa Monte (Cor de Rosa e Carvão ou Mais!), mas eu já ouvira uma versão num show inesquecível com Jamelão e uma orquestra de sax no SESC da Esquina em Curitiba. Era adolescente e as palavras – que, felizmente não provei serem reais – não me diziam muito, mas a música era (e continua sendo) maravilhosa.

Hoje vi dois excertos de programas televisivos – Globo Repórter sobre traição e um Nossa Língua sobre suas canções – me lembram o gaúcho Lupicinio Rodrigues. Pois é, ele não é carioca, apesar de ser tão respeitado por quem ama “samba clássico” e por músicos como Paulinho da Viola. Nasceu em 1914 em Porto Alegre, onde viveu até 1974 e é compositor de sambas-canção que calam fundo no coração e na alma por expressar muito sentimento – e a melancolia por um amor perdido acabou sendo sua marca registrada.

Uma curiosidade sobre ele é o fato de ter sido o  inventor do termo dor-de-cotovelo –  sim, estes bordões tem um inventor também! – e outra sua “profissão”. Por 12 anos Lupe foi bedel da Faculdade de Direito da UFRGS. E como bom gaúcho, tinha um lado definido nos grenais: compôs o hino do tricolor, que é um hino de fidelidade (a que ele não teve na vida amorosa) com os dizeres:

Até a pé nós iremos
para que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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