Nativos digitais: adoção da tecnologia pelo público infantil

Quarto infantil nas familias interativas - foto de Sam Shiraishi, todos os direitos reservados ao blog @avidaquer

Na terça-feira, véspera de Dia das Crianças, eu e meu filho mais velho fomos personagens de uma matéria do Valor Econômico que tratava dos Nativos Digitais. O artigo, composto de três áreas, partia de dados para mostrar que no Brasil, internet vira brincadeira de criança e que os nativos digitais influenciam os pais pois estão acostumados a usar eletroeletrônicos, filhos pequenos são consultados na hora de adquirir tablets e smartphones.

“Dados do Ibope Nielsen Online mostram que crianças de 2 a 11 anos já representam 13,7% do total de internautas no país. São 10,5 milhões de consumidores que navegam, principalmente, nas redes sociais e influenciam os pais na hora de comprar computadores, celulares e tablets. Em média, o público infantil passou 17 horas e 34 minutos na internet no mês passado.”

Contei muitas coisas da nossa rotina para a repórter, mas, como muitas vezes acontece, acabamos tendo espaço tão reduzido que nem parecia que éramos nós! (risos) Desde o celular citado ao final – a geração do meu filho se comunica mais por Twitter e Facebook com os amigos do que outro meio, raramente usam telefone e Enzo efetivamente usa mesmo o iPod, mesmo tendo herdado meu smartphone Nokia E63 – até a pausa, que considero necessária, evitando que se use computador e videogame nos dias de aula – para sobrar tempo para brincar – nossa participação perdeu o foco. Mas o artigo é bom e traz informações, como a do gráfico abaixo, que nos mostram como as crianças brasileiras atuam nas redes sociais.

Segundo os dados da TNS Research, quanto aos hábitos na internet há uma clara preferência por jogos online, mas boa parte das crianças também afirma fazer pesquisas escolares – creio ser verdade, pois meus filhos cada vez mais preferem conferir as pesquisas nos sites de referência. Em terceiro lugar, claro, estão as mensagens instantâneas – que nem podemos criticar, pois mudaram radicalmente nossa forma de conviver social e profissionalmente também, não é mesmo?

Preocupa-me, no entanto, saber que os pesquisados usam muito a rede para compartilhamento de fotos e de música, além de pesquisas de compras online. E, notem na imagem, eles nem sempre usam estas ferramentas com acompanhamento dos pais!

Crianças nas redes sociais 

Onde nós estamos quando nossos filhos navegam? Será que estamos perto e não olhamos o que fazem ou simplesmente estamos adotando a babá eletrônica como nossos pais faziam com a TV?

Uma pesquisa divulgada nesta semana mostra que estamos na rede, mas não estamos de olho neles na rede.

A pesquisa foi realizada como parte da campanha Se Liga! – Internet Segura, com 448 pais, de oito Estados, que responderam a um questionário sobre o uso que fazem do computador e da rede, como controlam o acesso dos filhos, como tratam os problemas da Internet com eles, entre outros detalhes de sua vida familiar online.

“Pais participam de redes sociais praticamente tanto quanto seus filhos. Apesar disso, só 72% visitaram as páginas pessoais dos filhos. E embora a maioria dos pais (61%) declare estabelecer regras para o uso da internet, ainda há uma parcela significativa (26%) que não estabelece  qualquer regra para os filhos quanto ao uso da Internet e não vê problema nisso. A percepção dos riscos é alta: 80% dos pais afirmaram temer que os filhos se envolvam em problemas pela Internet, mas só 6% dos pais disseram temer que seus filhos sejam vítimas de cyber bullyng.
Essas são algumas conclusões da pesquisa que a divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática  realizou com pais de crianças e jovens da Educação Infantil ao Ensino Médio de escolas particulares usuárias do Portal Educacional.”

Se interessou? Postei o release completo com análise dos dados aqui e abro o debate para conversarmos sobre o tipo de acompanhamento que temos feito em casa.

P.S. Aqui em casa as grandes mudanças estão na liberação de alguns momentos no computador (depois que terminaram a tarefa nos dias de aulas e sempre com tempo contado, menos de 1h por dia, sendo meia hora o ideal para esta mãe) e o fim dos programas de controle parental. Testei alguns nos últimos anos (da Norton e da McaFee), mas com dois meninos bem responsáveis de 9 e 11 anos, creio que não tem mais sentido controlarmos, é tempo de confiar e acompanhar. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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