Vocês já fizeram esta experiência? Ceia de Natal em casa ao invés de ir para casa da vó (sogra ou mãe)…

Make-a-Wish @giorgio_bros =)

Vocês já fizeram esta experiência? Ceia em casa ao invés de ir para casa da vó (sogra ou mãe)… em 2009 eu fiz e contei como aprendi que Natal é momento para compartilhar tradições familiares lá no Blog da Consul.

O que eu descobri? Criar uma nova tradição familiar permitiu a quebra de um paradigma, fez com que os nossos filhos descobrissem uma nova realidade e, por que não, ajudou nossos pais, irmãos e cunhados percebessem que a nossa presença no Natal era mais do que um hábito ou uma rotina cara e desgastante. A comemoração do Natal em família, creio, precisa ser entendida como uma celebração pela vida e pelos valores espirituais que nos unem.

Há um ano eu planejava o primeiro Natal na minha casa. Estranho falar isso – ainda mais considerando que em 2011 comemoraremos 15 anos de casamento – mas eu nunca tinha tido o prazer de planejar a ceia em casa, a festa inteira, os detalhes dos guardanapos decorados, das velas na mesa, dos arranjos com as frutas secas e oleaginosas, o que comer e beber do nosso jeito. A festa de Natal sempre foi um momento de estar com os avós, dividindo o tempo entre a casa da sogra e a casa da mãe. De repente eu decidi que era hora de começar uma nova tradição aqui.

E foi um dia feliz. Tinha o que a gente gosta de comer e de beber, teve presentes e jogamos videogame até cansar depois. Mas não teve o que as festas em família têm de melhor: a bagunça, os desacertos, a confusão, a discussão por bobagens, as lembranças sem fim dos micos e dos sucessos dos natais passados, aquela tia que resolve contar suas histórias mil vezes, o avô falando como eram as festas no sítio, a avó que faz questão de orar e abençoar a ceia com todos de mãos dadas agradecendo o nascimento de Jesus, a comilança de sobremesas que nos deixam culpados por dias, a bebedeira que deixa o tio caido no sofá…

Neste ano a gente aprendeu: mesmo que na correria do final de ano sem férias vamos para a casa dos avós no sul. É bom inovar sim – pedimos para não ter o tradicional peru que ninguém come e farei uma quinoua com amêndoas no lugar do arroz – mas não precisamos abrir mão dos pequenos prazeres que estes encontros nos trazem e que são o registro do que somos, da nossa intimidade, da nossa casa, nossa família. A torta de nozes da minha mãe, por exemplo, não pode faltar. Do mesmo jeito é a tarde de coxinhas que minha sogra faz no dia 24 e reune todos para a troca de presentes do amigo secreto, ciente de que tem que ter jogo de cintura para reunir os filhos sem deixar de dar espaço para as outras sogras terem seus momentos de rainhas no Natal.

E assim, na decisão do que comer e beber, no abre e fecha da Consul, do aperitivo ao prato principal, somos contadores da história das nossas famílias registrando neste momento (nos vídeos e fotos destas festas) um pouco do que somos, do que nossas famílias têm de melhor e do que queremos que as novas gerações sejam.

Se identificou? Conte aí, no seu Natal o que não pode faltar na comemoração? O que faz as festas de final de ano terem gosto de família?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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