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O príncipe herdeiro do trono japonês acaba de passar pela Liberdade. Quem me contou em primeira mão foi o Gui, que trabalha na Praça do Japão e viu (o pessoal do escritório fotografou e se me mandarem as fotos eu publico aqui depois) o tamanho do aparato que envolveu a visita dele. Quase como o Bush no ano passado, creio eu, mas é ainda mais importante. Vou explicar: a Família Imperial Japonesa é a mais antiga monarquia contínua do mundo .

A história japonesa conta que o Império do Japão foi fundado em 660 a.C pelo Imperador Jimmu. Conforme a tradição, o Imperador Akihito é o 125° descendente direto de Jimmu. O registro histórico remonta ao Imperador Ojin, que teria reinado no começo do século V.

Para ajudar, eles consideram que esta família descende diretamente dos deuses, o que os eleva a um status diferenciado. E os descendentes, criados (como eu) com profundo respeito e quase venceração a eles, não conseguem deixar de ter uma postura humilde e respeitosa por eles. Mas, enfim, ele é um chefe de estado e mesmo num Little Japan como a Liberdade é, o protocolo se faz necessário.

Simpatizo muito com o Imperador Akihiro e sua esposa Michiko, pessoas que tive a honra de ver, de pertinho, numa cerimônia em Curitiba há dez anos. São figuras com uma aura diferente! E Naruhito tem minha empatia por algumas razões: se casou com uma mulher de carreira, a diplomata Masako Owada, e o casal teve uma filha, Sua Alteza Imperial a Princesa Aiko (seu título oficial é Princesa Toshi), nascida no dia 1° de dezembro de 2001. Por conta de Aiko, em 2005 um comitê governamental recomendou mudar a Lei de Sucessão Imperial de 1947 para garantir que o primogênito dos príncipes herdeiros, de qualquer sexo, se tornasse o herdeiro do Trono do Crisântemo . Apesar do fato de ter havido anteriormente oito mulheres imperatrizes, todas o foram por um breve período e sempre em caráter de urgência. Sob a lei imperial japonesa (promulgada pela Agência da Casa Imperial e pelo Conselho Privado), mulheres têm sido proibidas de reinar desde o final do século XIX.

Mesmo num país considerado machista, 84% da população mostrava-se favorável à mudança, que deixou de ser urgente porque o Príncipe Akishino teve um filho homem no ano seguinte. Mas é um avanço e considero que a postura do Príncipe diante de tudo, bem como suas escolhas, pesou imensamente!

P.S. Postei  no blog Nihon Nikkei hoje sobre a visita de Naruhito ao Brasil Quem é Naruhito e Príncipe Naruhito quebra protocolo em visita a São Paulo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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