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“Quem já passou por isso sabe o quanto custa para uma pessoa deprimida ser obrigada a se relacionar. Mas ao que parece, para as mulheres, nos trancarmos no quarto, nos escondermos sob o travesseiro, não querer ser gentil, social e cordata o tempo todo não é uma opção bem aceita. Se somos o esteio emocional da família, como podemos falhar?”

Texto importantíssimo de Maíra Liguori no Think Olga.

Disponibilidade emocional não é obrigação da mulher

Em um estudo profundo sobre disponibilidade emocional, publicado em 2005 por Rebecca J. Erickson, todas essas tarefas estão atreladas não ao sexo, mas ao conceito de gênero feminino que se estende séculos a fio. Não somos “melhores” em emoções: somos educadas para acreditar que sim. A pior parte nisso tudo? Essas construções culturais e sociais são exploradas por outros.

Em 1969, o psicólogo John Bowlby criou um conceito inovador para a comunidade psicanalítica: a “teoria do apego“, que descreve a relação entre mãe e filho, a interdependência de ambos e as expectativas e consequências dessa relação.

Criação com apego e o livro The Successful Child

Esse termo, tão popular entre pais que buscam uma relação próxima com os filhos, se tornou popular e hoje a conversa sobre a ideia de disponibilidade emocional em todas as relações afetivas, não apenas na maternidade, se expandiu, mas ainda é um tema relacionado à mulher.

No entanto, como nos convida a pensar o texto que indiquei, afinal…

 

O que é estar emocionalmente disponível para o outro?

O que Think Olga traz para nossa reflexão é o fato de que “para a mulher, a disponibilidade emocional é obrigatória em todos os campos de sua vida“.

Desde a infância, somos estimuladas a sempre acolher, cuidar e ouvir. Somos a parte da população que “sabe abrir o coração”, que “tem talento para falar de sentimentos”.

Como mãe de rapazes, adolescentes do sexo masculino, eu tenho avaliado e questionado muito minha predisposição de pensar no mundo assim. Faço votos, honestamente, que eu esteja conseguindo sair desta formatação da sociedade e que consiga ajudar meus filhos, os meninos e a menina, a serem pessoas emocionalmente mais saudáveis na sua vida adulta também.

A teoria do apego foi estendida para relacionamentos românticos em adultos no final dos anos 1980 por Cindy Hazan e Phillip Shaver.

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Quatro estilos de apego foram identificados em adultos: seguro, preocupado-ansioso, desapegado-evitativo e assustado-evitativo. Eles correspondem grosseiramente às classificações de recém-nascidos: seguro, inseguro-ambivalente, inseguro-evitativo e desorganizado/desorientado.

Especialistas afirmam que os tipos se apresentam assim:

  • adultos com apego seguro tendem a ter uma visão mais positiva de si mesmos, de seus companheiros e de seus relacionamentos, se sentem confortáveis com a intimidade e independência, equilibrando os dois.
  • adultos preocupados-ansiosos buscam por níveis mais altos de intimidade, aprovação e resposta de seus parceiros, tornando-se excessivamente dependentes, tendem a ser menos confiantes, ter uma visão menos positiva de si mesmos e de seus parceiros, e podem apresentar altos níveis de expressividade emocional, preocupação e impulsividade em seus relacionamentos.
  • adultos desapegados-evitativos desejam um alto nível de independência, muitas vezes evitando apego completamente, veem a si mesmos como auto-suficientes, invulneráveis a sentimentos de apego e não necessitando de relacionamentos próximos e tendem a suprimir seus sentimentos, lidando com a rejeição distanciando-se de seus parceiros de quem eles geralmente têm uma opinião negativa.
  • adultos assustados-evitativos têm sentimentos mistos sobre relacionamentos, tanto desejando quando sentindo-se desconfortáveis com intimidade emocional, tendem a desconfiar de seus companheiros e enxergam-se como desprezíveis, e, como os desapegados-evitativos, os assustados-evitativos tendem a buscar menos intimidade, reprimindo seus sentimentos.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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