#naofoiacidente mas poderia ter sido evitado

“O maior desafio do ciclista urbano hoje não é ter grana para comprar sua bicicleta, não é ter o preparo físico para encarar uma subida, não é o suor que desce pelo rosto no dia de calor intenso. O maior desafio é enfrentar o próprio homem. Aquele que se esconde atrás da armadura da máquina. Aquele que protegido por uma tonelada de ferro acha que pode mais, que pode tudo. Pior, que acha que o outro, aquele que anda, que pedala, não tem direito a nada.
O maior desafio é enfrentar a falta de humanidade, a falta de olhar o outro, a falta do compartilhar.
@smiletic em O problema é o homem que guia a máquina

Na semana passada eu viajei e só soube do acidente envolvendo ciclistas em POA porque algumas pessoas amigas, sabendo da minha simpatia por este meio de transporte urbano, me avisaram por Twitter. Como todo Brasil eu fiquei indignadíssima com as cenas do motorista acelerando e atropelando mais de 20 pessoas. Vejam bem no vídeo – com calma, sem ser no meio do jantar ao Jornal Nacional – e notem como ele avançou!

Desta história, que não pude averiguar e por isso evito entrar em detalhes nos meus comentários aqui, ficam duas coisas que nós, cidadãos, temos que encarar: a primeira é que é preciso organização pré, durante e pós eventos assim (se as autoridades tivessem sido informadas haveria um policiamento e as ruas – ou parte delas – seriam fechadas para o passeio) e a segunda é que precisamos reagir, fazer nossa voz valer, e não aceitar que crimes assim, premeditados (sim, porque ele avançou de caso pensado, como contou depois) e de grande crueldade, mas não é linchando e agredindo o motorista como fizeram os foliões atropelados por em Alagoas que o faremos.

Para reagir à falta de civilidade, precisamos saber usar as regras a nosso favor. É agindo assim que mostramos que não somos como “aqueles”, concordam?

😉

[Fala de Alexandre Garcia hoje no Bom Dia Brasil: “Durante a manifestação dos ciclistas não tinha policiamento porque não foi avisado ao Detran a existência do passeio. Também não havia ninguém para orientar o trânsito no momento do acidente.”]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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