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Quem não tem crianças na família talvez nem tenha acompanhado a expectativa com a sequência de “Procurando Nemo” (2003), o longa “Procurando Dory” (2016) que estreou nos cinemas brasileiros na semana passada.

(a Sara viu antes da estreia e contou do filme no blog)

O filme acompanha Dory, uma simpática e esquecida peixinha da espécie Tang Azul, que agora busca respostas sobre o seu passado.

Não encontre uma Dory!

Mas tem mais coisa neste lançamento. “Não encontre uma Dory”, uma campanha espontânea nas redes sociais , quer conscientizar as pessoas sobre o peixe real, também conhecido como Cirurgião-Patela.

(@savingnemo_)

Salvem o Nemo:

A preocupação é que se repita o fenômeno do filme anterior, pois desde 2003 com o peixinho Nemo, as vendas de peixe-palhaço subiram em torno de 40%, fazendo com que mais de um milhão de exemplares desta espécie fossem retiradas, a cada ano, de seu habitat natural (os recifes de coral) e colocados em aquários, segundo dados da Fundação de Conservação Salve Nemo. O panorama atual demonstra que o impacto sobre a população de peixe-palhaço foi tanta, que a espécie já se encontra próxima de ser ameaçada de extinção. Só não foi pior porque a criação destes exemplares em viveiro reduziu o impacto que poderia ocorrer se fossem todos retirados de seu habitat.


Incapaz de se reproduzir em cativeiro:

Especialistas afirmam que o peixinho azul (Tang ou Cirurgião-Patela) não teria tanta sorte. A espécie de Dory é incapaz de se reproduzir em cativeiro e sua comercialização pode colocar a existência da espécie em risco, além de afetar, de forma negativa, o ambiente onde ela vive – o que já aconteceu com o peixe palhaço.
Alerta:

O Tang Azul não tem a mesma personalidade leve da famosa personagem, além de não ser indicado para se ter em um aquário doméstico.


A campanha que circula nas redes sociais concentra sua comunicação nos pais, dizendo:

 

 

 

“Não compre um peixe Tang para seu filho”.

 

Mas eu sugiro que pensem em alertar:

“Não incentive a captura e o confinamento de animais”.

Isso porque não temos animais presos em casa. Pássaros ou peixes. Mas, por opção e consciência, eu também evito estimular a visita a locais onde os animais estão confinados. Aqui em São Paulo há lojas que vendem animais que funcional 24 horas e contam com setores grandes com aquários, aviários e muitos outros locais de exposição de animais.

Você já imaginou como eles ficam em infinita exposição à luz, ao público e aos ruídos?

Mesmo em salas climatizadas e planejadas para exibição (como grandes Aquários e Zoológicos) a gente deve observar se eles estão mesmo em condições adequadas. Confortáveis, vamos combinar, só livres na natureza, né?

Todos os animais precisam do seu habitat natural para viverem bem. Não importa o quão bem montado seja o cenário, ele sempre será artificial e trará consequências para a saúde da maioria dos espécimes neles contidos. 

E nem mesmo as espécies menores são exceção. Talvez elas sofram menos porque muitos peixes no ambiente selvagem vivem em grandes grupos, formados por centenas e centenas de indivíduos, e fazem isso para se sentirem a salvo dos predadores e, obviamente, em aquários essa necessidade não pode ser satisfeita, exceto para as espécies bem pequenas e a consequência disso é que os peixes maiores estão geralmente nervosos e com medo.

Pense nisso antes de dar preferência para aquele restaurante que tem um aquário bonito. Pelo contrário, mostre que não é preciso confinar animais para atrair consumidores conscientes.

😉


Comments

  1. […] Especialistas afirmam que o peixinho azul (Tang ou Cirurgião-Patela) não teria tanta sorte. A espécie de Dory é incapaz de se reproduzir em cativeiro e sua comercialização pode colocar a existência da espécie em risco, além de afetar, de forma negativa, o ambiente onde ela vive – o que já aconteceu com o peixe palhaço. Passe para frente. Saiba mais aqui. […]

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