Na volta às aulas: como anda a biblioteca da escola do seu filho?

“Letramento em leitura é a compreensão, o uso e a reflexão sobre textos escritos para alcançar objetivos pessoais, desenvolver o conhecimento e potencial individuais e participar plenamente da vida em sociedade.”

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Volta às aulas, todo mundo de uniforme e material novo, conversas para matar a saudade na porta da escola. Que tal aproveitar e descobrir como anda a biblioteca da unidade onde seu filho estuda?

Um artigo na semana passada dava conta de uma realidade assustadora: apenas 27,5% das escolas da rede pública têm biblioteca.

E agora não se trata só de um sonho de alguns, desejo de muitos ou de promessa de campanha. O Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a Lei 12.244, que estabelece a existência de um acervo de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do País, tanto de redes públicas como privadas.

Para equipar todas as 113.269 escolas públicas sem biblioteca, seria necessária a construção de 34 unidades por dia, segundo um levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação com base no Censo Escolar 2011. O estudo também faz uma comparação com números do Censo 2008 e mostra que, mesmo as escolas construídas nos três anos seguintes (foram 7.284 novas unidades) não contemplam o espaço: apenas 19,4% dessas novas instituições têm biblioteca.”

Como anda a biblioteca da escola do seu filho -  campanha Eu quero minha biblioteca

Eu gostei muito da campanha Eu quero minha biblioteca e repito aqui dois bons argumentos baseados em estudos para colocarmos este tema como uma das prioridades para este ano:

  • Prova ABC 2011 (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização): avaliação inédita da qualidade da alfabetização das crianças que concluíram o 3º ano (2ª série), mostra que apenas 48,6% dos alunos da rede dos governos municipal e estadual alcançam os níveis de leitura esperados para o 3º ano do Ensino Fundamental.
  • Retratos da Leitura do Brasil: que estuda o comportamento leitor do brasileiro e o acesso à biblioteca no país, revelou em 2012 que, comparativamente com a pesquisa anterior, realizada em 2007, crianças e adolescentes estão lendo menos livros e que, entre os 5 e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%), o que mostra a relevância de haver boas bibliotecas nos colégios brasileiros.
Mas como ajudar?
Deve-se pensar o acervo de forma a compor um estimulante conjunto inicial de livros, bem como prever sua constante renovação e atualização, para manter e atrair o interesse de seus frequentadores. É igualmente fundamental considerar a integração da biblioteca ao projeto pedagógico da escola, desde o horário de funcionamento – incluindo o período noturno – até a realização de um planejamento ajustado à disseminação da leitura literária, que atenda e vá além da demanda curricular. E também é importante a presença de profissionais preparados – com garantias de permanente requalificação – tanto para a organização dos espaços como para assessorar o leitor.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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