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Das coisas maravilhosas do cinema: viajar para lugares novos.

Provavelmente eu nunca irei para a Georgia (o país), mas pude conhecer uma face daquela sociedade no filme My happy family.

A trama, que eu espero que um dia seja ultrapassada, mas ainda é absurdamente atual, poderia acontecer em qualquer lugar:

o basta de uma mulher que abriu mão dos seus sonhos pra formar a família, cuidar dela e seguir dentro das expectativa do trio esposa-mãe-avó.

O cerne do drama estrelado pela ótima atriz Ia Shugliashvili é outro:

“o que fazer quando já não somos nós mesmos, mas só reflexos das relações familiares desgastadas?”

Creio que neste ponto nasce a identificação e empatia com o filme que, de brinde, tem algumas cenas com música típica.

Você sabia que a Geórgia tem uma rica e vibrante tradição musical, conhecida principalmente por seu desenvolvimento precoce de polifonia?

A polifonia georgiana é baseada em três partes vocais, um sistema de sintonia única, baseada em quintas perfeitas, e uma estrutura harmónica rica em quintas paralelas e dissonâncias.

Cada região na Geórgia tem a sua própria música tradicional, e o diálogo polifônico sobre um fundo baixo e solistas ostinato como no Oriente, harmonias improvisadas complexas no oeste, e os acordes que se deslocam sólidos.

Merece destaque:

A canção folclórica georgiana “Chakrulo” (em georgiano: ჩაკრულო) foi escolhida como uma das 27 composições musicais incluídas em um registro dourado do explorador que foi enviado ao espaço em Voyager 2, em 20 de agosto de 1977. Além desta, o Coral Polifônico Georgiano’ está incluso na lista do património imaterial da UNESCO.

Anexado pelo (ainda) Império Russo no final do século XIX e depois tomada pela União Soviética, a Georgia é um país de cultura peculiar: é o único país no mundo a ter a língua georgiana como oficial e os georgianos, etnicamente, não se encaixam em nenhuma das etnias predominantes da Europa ou Ásia, e eram chamados na Antiguidade de cólquicos ou iberos.

A personagem principal é professora e me lembra que vale ressaltar um detalhe do país: a Georgia tem uma valiosa tradição literária baseada na língua georgiana e em seu singular alfabeto. Em torno dela, há um fortíssimo sentimento de identidade nacional, que ajudou a preservar o orgulho e o patriotismo georgiano mesmo após sucessivas guerras e longos períodos de ocupação estrangeira forçada.

Ficou com vontade de conhecer o país?

Dá uma olhadinha nesta imagem da Svanécia, declarada Património Mundial da Humanidade em 1996.

Historicamente, a porção ocidental da Geórgia era conhecida como Cólquida, enquanto o planalto oriental foi chamado Ibéria. Por causa de uma configuração geográfica complexa, montanhas também isolam a região norte do Svanécia do restante da nação.

E sim, se você gosta de Mitologia Grega, a Cólquida era o local do Velocino de Ouro procurado por Jasão e os Argonautas em Apolônio de Rodes, no conto épico ‘Argonautica.

O ponto mais alto da Geórgia é a montanha Chkhara, na fronteira com a Rússia, com 5.201 metros de altitude, sendo também o terceiro maior ponto culminante da Europa.

Nem tudo é neve e frio. A paisagem do país é bastante variada. Na parte ocidental, predominam áreas de planícies, na qual se incluem pântanos e florestas.

As montanhas do Cáucaso tem grande importância, moderando o clima georgiano e protegendo o país da penetração de correntes de ar gélidas provenientes do extremo setentrional. Os pequenos montes do Cáucaso protegem parcialmente a região da influência de massas de ar quentes e secas oriundas do Mar Negro. A parte oeste do território georgiano possui clima subtropical úmido e marítimo, enquanto a parte oriental varia de moderado úmido para um tipo subtropical seco.

Mas, como a gente vê no filme, chove!

Grande parte do setor oeste da Geórgia se apresenta como uma zona úmida subtropical com precipitação que variam entre 1 000 e 4 000 milímetros.

Batumi, uma cidade costeira do Mar Negro, e Ajária, uma região histórica no sudoeste da Geórgia.

Não é que dá vontade de conhecer?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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