entretenimento / música / sororidade

Cresci com música brasileira, afinal, nasci nos anos 1970, auge desta força nacional, que depois teve uma década de glória com o rack nacional e vem “involuindo” a passos largos, mas mesmo assim persistindo, aos trancos e barrancos.

Confesso que muitas músicas são totalmente indigestas para mim hoje, não só pela qualidade das gravações, mas porque são tão machistas, transmitem valores tão distantes dos meus, que não consigo ouvir, que dirá cantar repetindo!

E nesta toada eu descobri, na fanpage As Mina na História, o site mmpb.com.br, no qual podemos enviar músicas que julgamos que defendem o machismo e onde há também leituras comentadas de músicas que perpetuam valores machistas, como esta:

Por que a filosofia de vida da Valesca é machista? Ela é um exemplo de empoderamento feminino para tantas pessoas! 

Pois é, mas essa música que fez tanto sucesso, infelizmente incita a competição feminina do pior jeito possível.

Vejam a análise do site MMPB:

Faz parecer que toda mulher coleciona uma lista gigante de inimigas, além de soar impossível comemorar vitórias com outras mulheres: Faz parecer que se uma tá ganhando, a outra tem que perder (e vamos combinar que super dá para as duas ganharem juntas, né?). “Late mais alto”, “piriguete”, todas as ofensas esbarraram em xingamentos essencialmente machistas, que denigrem as mulheres sempre pelo lado sexual da coisa.

A única coisa que realmente me desagradou no site foi a inexistência de uma página “sobre”, que conte quem teve a ideia, quem mantém o projeto, quais os motivos para sua criação e que objetivos têm sobre o movimento.

Uma pena, não?

A única coisa que vi lá foi um manifesto:

“Por trás de toda música “inocente”, o reflexo de uma sociedade machista.
Ah, o poder da música… Há quem ainda ignore, mas a música é um produto cultural que retrata e reflete o quanto nossa sociedade caminha a passos lentos com relação ao respeito à mulher enquanto indivíduo.
Vamos falar de músicas cantadas por homens e também por mulheres, vai ter funk e vai ter bossa nova, vai ter letra machista descarada e enrustida. De tudo um pouco.
A intenção é uma só: provocar reflexão. O que essas músicas têm em comum? Por que essas músicas incomodam – ou deveriam – incomodar muito mais?
Escute com atenção: o descompasso machista às vezes está só nas entrelinhas.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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